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Falta de material para exames deixa idosa sem diagnóstico e com fortes dores há três dias

Tubetes para coleta de sangue estariam em falta há dias na rede pública de saúde de Campo Grande

22 OUT 2016
Amanda Amaral
12h25min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo TopMídiaNews

A realização de exames de sangue nas unidades de saúde de Campo Grande está paralisada devido à falta de tubetes para armazenar o material coletado. A informação parte de uma denúncia feita em redes sociais por Fabiola Camilo, 32 anos, jornalista e filha de Maria José Magalhães Camilo, 60 anos, que há três dias sofre com fortes dores de cabeça e não conseguiu ser diagnosticada devido ao motivo citado.

Fabiola conta que levou a mãe, que é hipertensa e também apresentou picos extremos na pressão, para ser atendida primeiramente no posto 24h do bairro Coophavila, na quinta-feira (20) onde a idosa apenas foi medicada e liberada. Ainda com dor, no dia seguinte as duas foram até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon, onde a filha solicitou aos médicos que fossem realizados exames de urina e sangue, mas apenas o primeiro foi feito.

“A justificativa dos funcionários era de que não havia tubetes, então saí de lá meia-noite e meia, depois que ela tomou soro e fui, de novo, no posto do Coophavila. Foi aí que me disseram que não tinha tubete em nenhum lugar, e nem tinha previsão que esse item chegasse”, conta Fabiola. Na rede social, ela completou  desabafo, “[...] gente, isso é muito sério, os pacientes não estão fazendo exames de sangue nos postos por falta de material, ou seja, não estão tendo o diagnóstico adequado da doença!”.

A mãe continua a sentir dor e permanece em repouso em casa, mas ainda hoje a família deve levá-la ao Hospital do Pênfico, para atendimento através do convênio médico de seu esposo. “Antes, tinha um problema com o cadastro do convênio, por isso a gente foi primeiro pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas isso é um absurdo, muita gente depende desses exames”, diz a filha.

Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

Sesau

A reportagem do TopMídiaNews entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para obter mais informações sobre o teor da denúncia da paciente. A assessoria da pasta não soube dizer, pontualmente, sobre a questão da falta de tubetes, mas admitiu que há algum tempo acontecem episódios de falta de medicamentos essenciais, como Dipirona e Paracetamol.

O motivo seria o desligamento por parte das empresas que fornecem esses itens, que alegam não ter como arcar com altos preços dos materiais, preferindo até mesmo pagar multas pela quebra de compromisso. Ainda segundo a assessoria, as compras destes e outros itens não confirmados estão sendo feitas aos poucos, através de cartas convite a fornecedores. 

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