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Saúde

08/08/2015 18:00

Falta de médicos e filas de espera resultaram em 175 mortes em 2015

A constante falta de médicos nos postos de saúde da Capital e a demora nos atendimentos dos Centros Regionais de Saúde são apontados como as principais causas de 175 mortes ocorridas neste ano.

De acordo com o coordenador de urgência e emergência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), Frederico Garlipp, somente em agosto já foram registradas três mortes em unidades de pronto-atendimento.

As estatísticas são preocupantes e fizeram duas vítimas no último domingo (2). Entre elas, o idoso Ozair de Caldas Pereira, de 63 anos, que morreu no Posto de Saúde do bairro Nova Bahia, após esperar duas horas para receber atendimento.

“Ele estava com falta de ar em casa, no bairro Vida Nova, e decidimos ir de carro para ser atendido mais rápido. Ele levou o aparelho para fazer a própria inalação. Cheguei lá e fui clara que o meu pai estava com muita dificuldade para respirar. Tinha somente uma médica para atender. Até que não tinha muita gente. O problema era a demora", relata a filha dele, Maria Angélica Pereira.

Segundo ela, a família levou o paciente de carro para a unidade de saúde na tentativa de evitar a espera por uma ambulância, mas havia apenas uma médica para atender todo os doentes do local.

"Ficamos duas horas esperando e nada era feito. Até que chamaram e ele foi encaminhado para fazer uma inalação. E aplicaram o mesmo medicamento que ele já tinha usado em casa. Quando veio a parada cardiorrespiratória. Os enfermeiros chamaram o Samu (Serviço Móvel de Urgência e Emergência), mas nada adiantou. Era tarde e ele morreu dentro do posto. Foi falta de agilidade no atendimento”, desabafa.

Foto: Anna Gomes

Ozair morreu após esperar duras horas por atendimento. Foto: Arquivo Familiar. 

Conforme o coordenador de urgência e emergência da Sesau, Frederico, os casos estão sendo verificados para saber se ocorreu algum tipo de negligência médica, mas a ação dos profissionais de saúde foi rápida. “Teve os casos que ocorreram entre sábado e domingo. Posso garantir que nos dois casos não houve demora no atendimento”.

No mesmo dia, a idosa Gladis Cruz Lobo, 76 anos, morreu por volta das 14h30 no CRS (Centro Regional de Saúde) do bairro Guanandi. Para o filho, José Cruz, 57 anos, o descaso com a saúde publica está atingindo muitas famílias, que sofrem com a falta de leitos.

"No sábado (1), a minha mãe reclamava de falta de ar. Ela sofria de Alzheimer e levamos ao posto. Lá, foram passados alguns medicamentos. Foi questionado que ela precisava ficar internada em um hospital, mas ela foi liberada para ficar em casa. Só foi chegar em casa e dar outra crise. Ela não estava comendo. Como iria aguentar a ficar em casa?", questiona.

Com a nova recaída, a família precisou retornar ao posto, mas a idosa não resistiu. Para o filho restou apenas a saudade e a indignação.

"Ligamos diversas vezes para o Samu e ninguém aparecia. Levamos ela de carro e demorou para atender. Ela teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O problema é que os médicos e enfermeiros aparecem só quando a pessoa já está morrendo. O que custa atender antes e já encaminhar para o hospital ?”, completa. 

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