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Saúde

há 11 anos

Polícia ouviu por quase 6h farmacêutico do setor de oncologia da Sta. Casa, que negou erro ao manipu

Quimioterapia Sta. Casa

13/08/2014 às 11:00 |

Carlos Guessy

O farmacêutico Rafael  Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy

O farmacêutico Rafael Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy

  • O farmacêutico Rafael  Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy

Quase seis horas foi o tempo de duração do depoimento do farmacêutico, Rafael Castro Fernandes, responsável por manipular a medicação aplicada nas três pacientes que morreram depois das sessões de quimioterapia no setor de oncologia da Santa Casa. Conforme a delegada do 1ªDP, Ana Claudia Medina, Raphael confirmou a manipulação do medicamento, porém, disse que acredita na hipótese de falha na medicação.


“Ele acredita que seja problema na medicação em si. Já que o remédio é de origem indiana. Sobre o processo de manipulação, ele afirmou que não houve erros”, disse a delegada responsável pelas investigações.


Um grupo de técnicos que veio ao Estado para apurar o caso, informou através de um relatório que não foram detectados problemas no lote do medicamento Fluorouracil (5-FU), importado de um laboratório indiano e administrado às vítimas em sessões de quimioterapia durante o mês de junho.


A delegada informou que era o primeiro trabalho do farmacêutico no setor de oncologia. No depoimento Rafael afirma que foi a convidado por um dos sócios do Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, José Maria Ascenço, pois o antigo farmacêutico tinha passado em um concurso e a vaga estava em aberto. “Realmente ele afirma que dos dias 23 a 28, as hipóteses das vitimas terem problemas após a quimioterapia, era ele o responsável pela manipulação”, explicou a delegada.


O farmacêutico Rafael  Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy


Rafael disse ainda que quando tinha dúvidas sobre os medicamentos ou manipulações, ele chamaria a enfermeira Giovana de Carvalho Penteado, tudo tratado no momento da contratação. Durante o tempo em que o setor ficou sem um enfermeiro, era ela quem fazia a manipulação dos medicamentos.


Segundo Ana Cláudia, o farmacêutico assumiu que manipulou os medicamentos quimioterápicos usados nas três pacientes que morreram e detalhou todo o processo de manipulação. Ainda em depoimento, o profissional disse que teve pouco tempo para adaptar-se ao setor, onde era novo, e também informou que foi treinado pela enfermeira chefe da oncologia.


"Ele está alegando que não era um procedimento que fazia, ele não tinha trabalhado neste setor. Era um novato em um setor muito complexo. Ele estava se adaptando ao setor, teve pouco tempo. Ele disse ainda que na semana em que as pacientes foram ao setor para tomar o medicamento, ele estava sozinho na manipulação", afirmou Ana Cláudia.


O farmacêutico Rafael  Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy


Investigações

A Polícia Civil prossegue com as investigações. Na sexta-feira (15) será ouvido o farmacêutico que atuava antes de Rafael. Em seguida, deve prestar depoimento mais dois médicos e técnicos em enfermagem que participavam do processo e o fornecedor do medicamento, com datas ainda a serem agendadas pela polícia.


Os médicos do centro de oncologia José Maria Ascenço e  o filho Henrique Ascenço, a enfermeira Giovana e a farmacêutica Rita de Cássia Godinho, além de familiares das vítimas já prestaram os depoimentos sobre o caso.


O farmacêutico Rafael  Castro saiu do 1ªDP depois de quase 6h de depoimento que foi acompanhado pelo advogado Felipe Barbosa. Foto: Carlos Guessy


O caso

As pacientes Carmen Insfran Bernard, de 48 anos, Norotilde Araújo Greco, de 72 anos e Maria Glória Guimarães, de 61 anos, tratavam de câncer colorretal e apresentaram reações fora do considerado normal, após fazerem uso dos medicamentos Cinco Fluoracil (5-FU) e o Lelcovorin (Ácido Folínico) que foram importados da Índia. Elas não resistiram e morreram.


Logo depois das mortes, a Santa Casa, suspendeu os lotes dos medicamentos fluorouracil e ácido folínico, usados no tratamento das pacientes. Uma bioquímica já foi contratada para assumir o serviço de manipulação dos remédios e deve começar a trabalhar hoje, sexta-feira (1º).


Uma comissão foi criada dentro do hospital para investigar as mortes. O grupo é formado por médicos do hospital e por técnicos da Vigilância Sanitária estadual. Nos dias 21 e 25 de julho, quatro técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estiveram na Santa Casa para investigar as mortes de pacientes após quimioterapia.

 

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