Um leitor que preferiu não se identificar encaminhou algumas fotos que mostram o total descaso com a população que usa e precisa dos serviços de saúde pública em Campo Grande. Conforme o nosso leitor, na noite de ontem (28), por volta das 21 horas foi levar a sogra na Unidade de Pronto Atendimento, a UPA do Bairro Coronel Antonino.
Chegando por lá, o posto estava lotado de pessoas esperando para serem atendidas, cena como já em todas as unidades de saúde do país e não diferente da nossa Capital. Enquanto a sogra aguardava em um dos bancos disponíveis, o nosso leitor foi fazer a ficha de entrada.

Segundo ele, três atendentes estavam no balcão principal, duas mulheres uniformizadas e um homem de camiseta polo amarela. “Eu cheguei e perguntei qual médico estava de plantão. Desde o inicio eu percebi um descaso, parecia que eles estavam ali obrigados, uma má vontade de nos informar”, disse o leitor que emendou “Como o balcão é em L, dei volta e vi o motivo da falta de vontade do atendimento. As duas atendentes estavam no Facebook”, revelou.
As fotos foram encaminhadas pelo aplicativo Repórter Top, via WhatsApp da redação Top Mídia News 9826 0686. É possível ver nitidamente pelo menos uma servidora com a tela do computador na rede social Facebook. A colega ao lado também estava usando a rede social em horário de trabalho, mas pela posição da câmera não foi possível flagrá-la.
O fato causou revolta e um principio de tumulto entre o grupo de pessoas que esperavam por atendimento, entre eles mães com crianças, idosos e alguns jovens e as duas mulheres do balcão. Um guarda municipal foi chamado para conter os ânimos.

Para a doméstica Marinice Braga, 32 anos a falta de respeito de servidores públicos em repartições de saúde se tornou comum. “Sempre frequento o posto daqui e do Nova Bahia, não sei o que é pior. Se é a espera pelo atendimento, a falta de médicos, ou remédios ou esses atendentes que parecem que não são seres humanos”, disse Marinice.
Já o aposentado Waldir Pereira, 61 anos, disse que a falta de respeito é ’anormal’. “Isso acontece sempre e ninguém faz nada. Vocês, a mídia tem que vir gravar aqui sempre, todo dia acontece coisas inacreditáveis nos postos de saúde. Tinha que colocar gente educada, disposta a trabalhar e atender bem a população que já chega doente, procurando ajuda e ainda é humilhada. Isso não é humano, é anormal’’, concluiu o aposentado.
A equipe de reportagem ligou para o secretário municipal de saúde do município Jamal Salém, mas, o celular de Salém caía em caixa postal. Já na UPA do Cel. Antonino ninguém quis gravar entrevista quando explicávamos sobre o assunto.







