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Saúde

Frio traz confusão entre gripe, resfriado e covid-19; saiba o que fazer

A Covid-19, a gripe e o resfriado são doenças que afetam o sistema respiratório e, por isso, podem apresentar sintomas muito semelhantes

26 junho 2022 - 15h15Por Nathalia Pelzl

Dia 21 de junho começou o inverno oficialmente, porém, antes disso, várias ondas de frio estiverem presente em Mato Grosso do Sul.  Com o tempo gelado, várias são as doenças respiratórias que vêm à tona. 

Além dos rotineiros resfriados desta época do ano, a covid-19  preocupa e, alguns, chegam até a confundir os sintomas. 

Em pouco mais de um mês, o país registrou uma alta de 78,3% nos registros de novos casos de Covid. Na última semana do mês de abril, os dados mostravam uma média móvel de 14.600 novos diagnósticos. Já em 31 de maio, o número saltou para 26.032.

O médico otorrinolaringologista Alexandre Cury salienta que conhecer as principais diferenças entre essas infecções virais pode ser uma boa forma de saber quando é preciso ir ao hospital ou fazer um tratamento mais direcionado e eficaz. 

“A Covid-19, a gripe e o resfriado são doenças que afetam o sistema respiratório e, por isso, podem apresentar sintomas muito semelhantes como cansaço, nariz entupido, dor de garganta e até febre. No entanto, possuem algumas características que permitem a sua diferenciação”, comenta o especialista.

Segundo ele, independente da causa, em caso de sintomas, cuidados como o uso de máscara, lavar as mãos e aplicar álcool gel com frequência, evitar contato próximo com outras pessoas, além de ficar de repouso e beber bastantes líquido, são recomendações gerais e importante sempre ter uma avaliação do seu médico assistente. 

No entanto, ainda segundo o especialista,  é necessária uma avaliação hospitalar quando os sintomas de alerta como febre  persistente; dor muscular intensa e generalizada, sensação de falta de ar, dor no peito, se fazem presente. 

“Nos casos em que há suspeita de Covid, o diagnóstico deve ser confirmado por meio do teste de RT-PCR e o isolamento domiciliar respeitado, rigorosamente, para que não haja disseminação maior do vírus. Verificar a evolução dos sintomas também é essencial”, enfatiza o médico.

Nem sempre a doença se manifesta de forma igual, mas geralmente a evolução do quadro é um bom sinalizador. 

Conforme Cury. No quadro gripal os sintomas são mais agudos, surge de um dia para outro com sintomas fortes, como febre e intenso mal-estar.

Já no resfriado a evolução é lenta e os sintomas são mais leves, como uma febre baixa por exemplo. Costuma melhorar em poucos dias.

E quando se tratada da covid a evolução geralmente é gradual, com uma piora do quadro clínico. Outro diferencial que podemos lembrar é a falta de olfato, muito comum em pessoas com COVID-19, mas rara nos demais casos. 

“Importante sempre ter a avaliação de um médico assistente, seja presencialmente ou atendimentos por telemedicina, que assim proporcionam avaliação médica sem que o paciente precise se deslocar até um pronto-socorro. Na presença de sintomas de alerta, o atendimento presencial a nível hospitalar é o mais indicado”, finaliza.