Uma Assembleia realizada hoje, 09, em frente à Santa Casa reuniu mais de 500 funcionários, além de contar com a presença de três lideranças sindicais. Foi decidida a paralisação de todas as categorias na quarta-feira, 10 de junho. A principal reivindicação são os atrasos salariais, que tem sido frequentes para todos os servidores.
A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de MS (SIEMS), Helena Delgado, uma das lideranças presentes, afirmou que o poder público está tratando a Santa Casa como se fosse “nada”.
Helena enfatizou que o Secretário Municipal de Saúde, Jamal Salem, e o Secretário Estadual, Nelson Tavares, não compareceram às reuniões e não mostraram posicionamento. “Estamos cansados de implorar salários para serviços já prestados”.
As diversas categorias, como enfermeiros, técnicos, setor administrativo e de limpeza, dependem do repasse da prefeitura, e por isso estão com os salários atrasados. As lideranças sindicais enfatizaram a necessidade de reivindicar um contrato definitivo, e não apenas a regulamentação salarial.
Também esteve presente na Assembleia, Osmar Gussi, presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (SINTE-SAÚDE/MS), e servidor do setor administrativo há 20 anos.
Alguns trabalhadores da área de enfermagem reclamaram da falta de reajuste salarial e da correção de inflação, além de terem sofrido uma redução de 20% na taxa de insalubridade. “Não sabemos quem está levando a vantagem”, afirmaram. Eles se referem às tentativas de estabelecer contratos entre a direção da Santa Casa e o poder público.
Na quinta-feira os trabalhadores pretendem comparecer à reunião na Assembleia Legislativa, que irá contar com a presença do diretor da Santa Casa, Wilson Teslenco, e demais autoridades da Prefeitura e do governo do Estado.







