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Saúde

Governo coloca plano emergencial em ação para comprar remédios e reerguer o Hospital Regional

Decreto prevê a compra de medicamento e insumos sem licitação. Custo chega a R$ 6 milhões

28 fevereiro 2019 - 12h32Por Rodson Willyams

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, detalhou o Plano de Ação Emergencial para o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Maria Aparecida Pedrossian durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (28), em Campo Grande.

O plano deve entrar em operação em 48 horas após nomeação de uma comissão e deve durar 180 dias. A medida é uma tentativa do governo para evitar o cancelamento de serviços essenciais e o fechamento da unidade.

Segundo Geraldo, o decreto foi publicado no Diário Oficial de hoje, pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). "O Plano de Ação foi criado para não fechar serviços e para superarmos alguns empecilhos quanto à aquisição de insumos e remédios".

O ex-parlamentar  e atual secretário explicou que o decreto vai possibilitar ao HR comprar remédios sem licitação. "No processo normal, a demanda demoraria de sete a oito meses para adquirir um produto. E, em casos emergenciais, demoraria quase 60 dias. Com esse plano, esperamos que esse prazo diminua e, tão longo, normalize o hospital".

Sem alguns medicamentos e insumos, alguns serviços como cirurgias cardíacas, pediatria, oncologia e urologia poderiam ser suspensos. "Hoje o nosso hospital é de referência. Nós precisamos esse momento de crise e ter coragem. Esse plano foi construído a quatro mãos, pelas Procuradoria-Geral do Estado e secretarias de Administração, Fazenda e da Funsau".

Conforme o diretor do Hospital Regional, Marcio Eduardo de Souza Pereira, a unidade vinha enfrentando  desabastecimentos há dias. "Esse é um problema que vem de muito tempo e se tornou um problema crônico. Mas tiveram outros problemas, como por exemplo, laboratório que resolveu não fornecer mais medicamento de oncologia. Neste caso, o paciente não pode esperar e a gente precisa deste remédio".

Kaoye Oshiro, procurador do Estado, informou que a Lei 8.666 prevê a possibilidade de compra emergencial de remédios e insumos. "Prevê a compra direta. Mas para a gente fazer essa compra é necessário ter três orçamentos e fazemos ainda uma análise quanto ao preço de mercado".

Rapidez

Geraldo Resende explicou que as secretarias envolvidas terão o prazo de 48 horas para indicar os oito membros que devem compor a Comissão Especial de Trabalho, que vão gerir, pelo prazo de 180 dias, o Plano de Ação Emergencial. "Creio que eles deverão se reunir até o Carnaval para garantir os serviços".

Ele continua: "o governador Reinaldo Azambuja já afirmou que as ações ligadas ao Hospital terão prioridade número 1, principalmente no pagamento de fornecedores". O secretário ainda afirmou que o governo quitou R$ 10 milhões com fornecedores e pagamento de folha de funcionários, que estavam atrasados.

O gasto com a compra de medicamento e insumos fica em torno de R$ 6 milhões. "Do hospital chega a R$ 30 milhões", lembra o secretário.

Hospital Sírio-Libanês 

Resende ainda informou que uma equipe formanda por técnicos do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, devem vir ao Estado para prestar consultoria sobre o que precisa melhorar. "Nós fizemos a adesão e no dia 13 de março a equipe virá para fazer um estudo para o planejamento estratégico. Essa é uma parceria entre o hospital e o Ministério da Saúde. Assim, faremos o que foi prometido sobre uma nova modelagem na saúde".

Denúncias de corrupção

Tanto o diretor Marcio Eduardo quanto o secretário de Saúde Geraldo Resende informaram que as denúncias de corrupção contribuíram para o mau desempenho do funcionamento do hospital. "Mas essas investigações de eventuais condenações deixamos para a polícia", finaliza.

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