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Saúde

24/06/2015 11:09

Investigações de erros médicos travam em 'burocracia' do CRM

Descaso

O Top Mídia News tem noticiado diversos casos envolvendo erros médicos dos mais variados possíveis - de prescrições equivocadas, omissões, a negligência com pacientes por partes de médicos em unidades de saúde de Mato Grosso do Sul.

Na maioria das vezes, as vítimas encontram-se enfermas, em situação de fragilidade emocional e desassistidas pelo poder público. Além disso, a burocracia trava a investigação e possível punição por erros médicos.

No entanto, quando há constatação do erro médico, principalmente em casos de grande repercussão, a investigação acaba travando na burocracia do Conselho Regional de Medicina, como foi o caso de Kênia Flores, vítima do médico Alicardo César Figueira, enquanto fazia tratamento de um câncer de mama em 2012. O corporativismo influencia, e casos como o de Kênia demoram para ser julgados pelo CRM de Mato Grosso do Sul.

  

Vale lembrar, por exemplo, outro caso, conhecido nacionalmente, envolvendo o médico Alberto Jorge Rondon de Oliveira, que mutilou centenas de pacientes durante a realização de cirurgias plásticas. Embora o médico tivesse o CRM, não possuía especialidade em cirurgia plástica. Algumas das pacientes chegaram a perder os movimentos do corpo devido às cirurgias.

  

Os erros vieram à tona em 1999, mas só 10 anos depois do ocorrido (2009)  é que o médico foi preso, após passar cinco anos foragido. Assim que foi preso, Rondon ficou um mês na prisão, mas acabou beneficiado pelo regime domiciliar e cumpre pena até hoje em sua residência localizada na cidade de Bonito. Em 2002  e 2011, o médico foi condenado por lesão corporal dolosa em ações movida por pacientes por meio do Ministério Público. Em outras determinações foi obrigado a indenizar 175 pacientes, mas as vítimas podem chegar a 400.

Ainda sobre o caso, devido a demora em se manifestar, o CRM também foi incluído na ação pela Justiça, uma vez que o magistrado analisou o caso na época e entendeu que o Conselho teria sido omisso em relação as ações do ex-médico. Diante disto, coube à instituição indenizar algumas das vítimas de Rondon. Ainda assim, somente anos após a denúncia vir a público foi que o CRM cassou a licença do médico. 

Foto: Geovanni GomesProcurada pela reportagem, a presidente do CRM, Rosana Leite de Melo, não retornou aos contatos - Foto:  Chico Ribeiro


Atualmente, com relação ao caso de Kênia, três anos após o crime, o Conselho de Medicina ainda não tomou uma providência. A entidade abriu procedimento no dia 23 de dezembro de 2014, mas o caso segue em sigilo e o médico passa por investigação, sendo suspeito de ferir seis artigos do Código de Ética Médica. A reportagem procurou a presidente do CRM, Rosana Leite de Melo, por quatro vezes que justificou, via terceiros, que estava em reunião.  Entenda o caso de Kênia clicando aqui.

  

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