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Lutando pela vida, bebê precisa de doações para realizar transplante em Miami

Rayllan nasceu com má formação do intestino e desenvolveu cirrose após aliemntação incorreta

9 SET 2016
Diana Christie
12h11min
Foto: Reprodução/Facebook

Com um ano e um mês de vida, Rayllan Ramos Souza já passou por dificuldades que deixariam qualquer adulto desamparado e agora corre contra o tempo para superar os novos desafios e realizar um transplante de intestino e fígado. Na falta de doadores brasileiros, a família faz campanhas de arrecadação para levar o pequeno até Miami, nos Estados Unidos, onde as doações de órgãos são mais recorrentes e o bebê terá mais chances de recuperação.

Pré-maturo, Rayllan nasceu no Hospital Regional, em Campo Grande, mas está internado em um hospital de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo a mãe Jaíne Teixeira Ramos, de 23 anos, o menino nasceu com má formação no intestino. “Ele nasceu com 15 centímetros, um bebê normal tem 2 metros. Ele mamou no peito duas semanas, mas começou a vomitar, a ficar com diarreia, e voltou para o hospital”, explica.

Sem poder se alimentar normalmente, Rayllan começou a receber nutrientes através de catéteres inseridos diretamente na veia e, em quatro meses, desenvolveu cirrose no fígado. De acordo com a mãe, o episódio ocorreu, essencialmente, por um erro médico, pois os alimentos ministrados no Hospital Regional eram muito 'fortes'. Assim, a família iniciou uma nova batalha para transferir o pequeno para um hospital melhor equipado.

No Rio Grande do Sul, o hospital possui médicos qualificados e equipamentos para realizar a cirurgia de transplantes, mas o problema é a falta de doadores brasileiros. Por ser um bebê, Rayllan só pode receber órgãos de crianças menores que ele, o que dificulta ainda mais a procura por doadores. Sem outra opção, a família arrecada dinheiro para tentar o transplante em Miami.

“Aqui tem uma cirurgia para alongar o intestino dele e abrir porque a comida não sai pra fora. Ele tentou fazer o alongamento, mas não conseguiram. O Rayllan teve uma hemorragia por causa da cirrose no fígado e só o transplante agora. Ele é o primeiro bebê na fila de intestino aqui no Brasil. A gente está brigando na Justiça para levar ele a Miami, mas ainda precisamos de uma carta de aceite do hospital de lá”, explica Jaíne.

Com dedicação exclusiva ao filho, tanto Jaíne quanto o esposo não podem trabalhar e se revezam em turnos no hospital. A única renda da família é da aposentadoria do avô do menino, que doa metade do salário para custear a estadia deles em Porto Alegre. Para completar, eles precisarão ficar dois anos nos Estados Unidos para garantir a completa recuperação de Rayllan sem poder trabalhar, por causa das limitações do visto de saúde.

Sem alternativas, a família se sustenta através de bingos, eventos beneficentes e doações. Quem tiver interesse em ajudar pode depositar qualquer valor nas contas bancárias em nome do bebê, conforme as descrições a seguir:

(RAYLLAN RAMOS SOUZA)

CAIXA ECONÔMICA (Poupança):

Agência: 1312

Operação: 013

Conta: 32223-8

BANCO DO BRASIL (Poupança):

Agência: 0211-9

Conta:30.520-0

Variação: 51

CPF DO RAYLLAN: 074.411.751-86

A história de Rayllan ainda pode ser acompanhada pela página dele no Facebook, clicando aqui.

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