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Saúde

Mãe protesta em frente à prefeitura após ir oito vezes atrás de vacina contra H1N1

30 maio 2016 - 18h44Por Alessandra Carvalho

A dona de casa Juliana Pontes, 43 anos, protestou em frente à Prefeitura Municipal de Campo Grande, reclamando da falta da vacina H1N1 nos postos de saúde de Campo Grande.

Ela foi oito vezes no Posto de Saúde do bairro Tiradentes e não conseguiu vacinar os filhos. "Tenho quatro filhos, de 21, 18, oito e quatro anos. O que tem oito anos tem bronquite e está no grupo de risco. Tenho receita e laudo médico. Um dia após o lançamento (da campanha de vacinação) fui ao posto e falaram que teria que ir mais tarde. Fui no período da tarde e pediram para ir no dia seguinte. Depois no outro dia a mesma coisa. E nunca encontrava a vacina".

Juliana ligou na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), para saber os locais que disponibilizava a vacina para o grupo de risco. "A campanha falava que primeiro era para as pessoas do grupo de risco. O meu filho está no grupo de risco. E fui informada que não tinha vacina em lugar nenhum . E quando chegava era, 100 a 200 vacinas e questão de meia hora já havia acabado".

 

A Secretaria do Estado de Saúde confirmou na ultima quarta-feira (25), mais cinco mortes por H1N1, completando 24 óbitos em Mato Grosso do Sul.  Conforme o boletim epidemiológico, foi confirmado o quinto caso de influenza B no estado.  No levantamento as mortes foram  constatadas em 12 municípios e oito foram em Campo Grande.  O número confirmados de pessoas com a suspeita de H1N1 subiu para 143 em 27 cidades, na Capital são 43.

A Secretaria Municipal  de Saúde, informou que imunizou 174.834 pessoas que fazem parte do grupo de risco estipulado para o município pelo Ministério da Saúde – MS, durante a campanha de vacinação. Com a vacinação de 93,59% do grupo, a administração municipal superou em 13,59% a meta estabelecida pelo MS, que é de 80%.



Durante a campanha, foram repassadas 188 mil doses de vacinas e no último dia (20) foram repassados 8 mil, totalizando 196 mil doses. A secretaria de saúde está contabilizando a diferença entre as doses enviadas e o número de pessoas vacinadas, sendo que destas 13.166 vacinas, 10 mil são para a segunda dose das crianças menores de 2 anos, conforme preconiza o Ministério da Saúde.