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Saúde

Preço dos remédios dispara e pacientes precisam pesquisar em dobro antes de comprar

Medicamentos tiveram aumento superior a 10% de abril para cá

03 maio 2022 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Desde o início de abril, os medicamentos tiveram aumento de 10,89%. A decisão já havia sido antecipada pelo Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) e foi autorizada pelo governo federal. 

Na publicação, o argumento utilizado para justificar os 10,89% de reajuste é a inflação de março, que acumulou um percentual de 10,54% de acordo com o IBGE, somada ao “Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores”, que foi definido pelo Ministério da Economia em 0,35%.

O Sindusfarma destacou que o reajuste não é automático e nem imediato, uma vez que a concorrência entre as empresas do setor regula os preços: medicamentos com o mesmo princípio ativo e para a mesma doença são oferecidos no país por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda.

De acordo com os dados, no acumulado dos anos pandêmicos de 2021 e 2020, os medicamentos subiram em média 3,75%, enquanto a inflação geral no Brasil saltou para 15,03%, gerando uma diferença para menos de 11 pontos percentuais.

No mesmo biênio, os alimentos subiram 23,15% e os transportes 22,28%, de acordo com o IBGE, quase 6 vezes mais do que os medicamentos.

Em Mato Grosso do Sul, no site da farmácia Preço Popular, por exemplo, os antialérgicos, utilizados nesta época do ano, são encontrados na faixa de preço de R$ 4,17 (histamin 2mg) até R$ 103,29 (alektos 20mg). 

Para enfrentar o aumento de preços de medicamentos que já apresentam valor elevado, o CRF/MS recomenda ao consumidor pesquisar preços em várias farmácias do município e observar as possibilidades de troca dos remédios de marca por genéricos ou similares.

“Acho que uma medida importante para o consumidor adotar, para tentar contornar o problema dos preços elevados, é pesquisar em várias farmácias, é nunca aceitar o preço na primeira farmácia ou sem pesquisar antes. Uma possibilidade, também, é ele se utilizar o programa farmácia popular, que tem uma lista de medicamentos gratuitos e listas de medicamentos com descontos de até 90%, mediante modalidade de copagamento”, pondera o farmacêutico Adam Adami, Assessor Técnico do CRF/MS.