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Saúde

07/05/2015 09:50

Médicos rebatem secretário e acusam prefeitura de incompetência por 'supersalários'

Médicos da rede pública de Campo Grande estão revoltados com as declarações dadas pelo secretário municipal de Administração, Wilson do Prado, na tarde desta quarta-feira (6). Para o secretário, a categoria não pode exigir reajuste já que recebem salários de até R$ 42 mil. Imediatamente após a declaração, os profissionais passaram a compartilhar nas redes sociais fotos de seus holerites comprovando os baixos salários pagos pelo município.

De acordo com o sindicato dos médicos (Sinmed), se há “supersalários”, são casos isolados e resultam da incompetência do município em não barrar as horas extras excessivas e que extrapolam o limite de pagamento.

Foto: Geovanni Gomes

Ainda segundo o sindicato, a maioria dos profissionais recebe salários que giram em torno de R$ 2.560, sem as gratificações. A categoria está paralisada desde quarta-feira (6) e não tem previsão de quando retornará as atividades. Eles exigem a volta das gratificações, cortadas pela prefeitura, para voltar às negociações.

Na versão do secretário Municipal de Administração, os médicos querem reajuste salarial de 355%, que elevaria o salário-base para R$ 11.700,00 para jornada de 20 horas semanais. Prado diz que o aumento está "fora da realidade financeira do município", e aumentaria em quase 70% a folha de pagamento, com incremento de R$ 80 milhões por mês.

A prefeitura teria pedido ao sindicato que aguarde 90 dias para que as negociações sejam retomadas. A proposta, informal, foi negada e a greve continua em toda rede pública. Apenas 30% do efetivo está atuando na urgência e emergência da Capital. 

Greve 

A paralisação continua por tempo indeterminado e o esquema de classificação de atendimentos será mantido. Casos classificados como vermelho e amarelo são encaminhados diretamente para os médicos. Atendimentos de menor complexidade também serão feitos, no entanto, com lentidão maior. 

O sindmed reiterou que nenhhum paciente deve deixar de ir aos postos de saúde porque a dispensa e classificação da necessidade da população só pode ser feita pela equipe médica. Apenas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centros Regionais de Saúde) estão oferencendo atendimento. Consultas eletivas foram canceladas. 

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