Os médicos do município continuarão em greve até amanhã (20) mesmo após uma liminar da Justiça derrubar a paralisação. Segundo o Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), eles ainda não foram notificados oficialmente da decisão judicial.
Na tarde de ontem (18), a Justiça acatou o pedido de liminar impetrado pelo Município de Campo Grande, pois a administração alegou impossibilidade de arcar com o pagamento das gratificações exigidas pelos médicos. A prefeitura, de acordo com a Lei de responsabilidade fiscal, não pode empregar mais que R$ 54% da receita com funcionalismo (como foi explicado nesta matéria).
Sem a notificação, os médicos vão se reunir no sindicato nesta noite (19) e, após uma assembleia, decidir qual será o próximo passo. A decisão da categoria será anunciada amanhã, em uma coletiva de imprensa.
Entenda
Após reunião com o MPE (Ministério Público Estadual), na manhã desta segunda-feira (18), os médicos da rede municipal de saúde decidiram seguir com a greve até a Prefeitura de Campo Grande se posicionar sobre a mudança salarial, o que não ocorreu.
No último acordo, o município iria retornar o pagamento das gratificações cortadas durante o período de negociação, mas a prefeitura não cumpriu o acordado e os médicos paralisaram novamente. Até então, apenas 50% do efetivo estava atuando nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento Comunitário) da Capital.
De acordo com o Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), os adicionais correspondem a metade do salário dos médicos e custa cerca de R$ 900 mil aos cofres do município, que alega estar em crise.







