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Saúde

Mesmo sem sintomas, arritmia cardíaca preocupa e diagnóstico precoce é a melhor saída

Pelo menos mais de 20 milhões de pessoas têm um dos tipos de arritmia, o que gera mais de 320 mil morte súbitas por ano em todo o país.

15 novembro 2021 - 15h15Por Vinicius Costa

O coração é um dos órgãos dos corpos considerados vitais para o funcionamento do corpo, no entanto, um problema que atinge milhões de brasileiros é silencioso e pode evoluir para problemas graves e causar mau-funcionamento das batidas cardíacas.

Estamos falando da arritmia cardíaca. Esse problema causa uma mudança na frequência cardíaca anormal, seja irregular, acelerada ou muito lenta.

A arritmia cardíaca ocorre quando os impulsos elétricos do coração não funcionam corretamente. Pode não haver sintomas. Quando ocorrem, os sintomas incluem uma vibração ou dor no peito, desmaios ou tontura.

No último levantamento feito pela Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), mais de 20 milhões de pessoas têm um dos tipos desta doença, o que gera mais de 320 mil morte súbitas por ano em todo o país.

O dia 12 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas. Por isso, o Dr. Márcio Prado, cardiologista e arritmologista da Unimed Campo Grande esclareceu algumas dúvidas que paira sobre a mente da população sobre a doença.

Na explicação do cardiologista, a doença se divide em dois grupos: as bradiarritmias e as taquiarritmias.

A primeira é referente a distúrbios do ritmo do coração que cursam com o batimento abaixo de 60 batimentos por minuto, podendo apresentar alguns sintomas, dentre eles estão o cansaço, falta de ar e desmaio.

Em casos mais importantes o paciente necessita, inclusive, da colocação de um dispositivo chamado marca-passo.

Já no lado das taquiarritmias, a situação dos distúrbios mexe com o ritmo do coração e causam batimentos acelerados, com frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto. Sobre as causas, o médico explica que pode vir de origem cardíaca e até não cardíaca.

"Podem ser de origem cardíaca e não cardíaca. Nas cardíacas podemos destacar pacientes que tiveram infarto agudo do miocárdio, levando a arritmias cardíacas, pacientes que tiveram doença de chagas, doenças das válvulas cardíacas e algumas cardiopatias congênitas".

Em algumas casos mais perigosos podendo levar até à morte súbita, ocasionada por uma parada cardíaca. “Não podemos esquecer dos pacientes assintomáticos, que têm arritmia mas não apresentam sintoma algum, por isso a importância do diagnóstico precoce”, alerta o médico.

Levando em consideração fatores de risco, existem pacientes com quadros de hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, apneia do sono e estresse. Por isso, é necessário diagnosticar quanto antes e retornar para uma vida saudável.

“Para finalizar destaco a importância de se passar em consultas com o seu médico cardiologista, que através de exames cardiológicos possa detectar alterações do ritmo cardíaco. Ou então, para você que tem algum dos sintomas citados logo acima, vá ao seu médico para que ele possa fazer um diagnóstico correto e precoce e, com isso, estabelecer a conduta mais adequada”, finaliza o especialista.