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Saúde

Polêmica, cloroquina é oferecida em MS desde que autorizada pela família e médicos

Secretário de Saúde alerta que remédio tem "mais efeitos maléficos que benéficos"

19 maio 2020 - 13h00Por Diana Christie

Medicamento usado no tratamento da malária e lúpus, a cloroquina é alvo de polêmica em todo o país porque a eficácia contra o novo coronavírus ainda não foi comprovada oficialmente. Ainda assim, é o remédio defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, que estuda criar um protocolo oficial para tratamento da covid-19 através de decreto.

Em Mato Grosso do Sul, o medicamento está disponível nos hospitais de referência para pacientes com a doença. No entanto, segundo o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, a cloroquina só é ofertada conforme recomendação médica e com autorização do paciente ou dos familiares, em casos que a pessoa não tem condições de opinar sobre o tratamento.

“A cloroquina está sendo usada aqui dentro dos protocolos que o Ministério da Saúde fez e que foram validados pelo Conselho Federal de Medicina e pelas entidades medicas. Mas a indicação de cloroquina, assim como de qualquer outro medicamento, já que não temos medicamento específico para o combate à covid-19, é de responsabilidade do médico assistente do paciente e a família tem que dar o aval”, explica.

Resende ainda enfatiza que os efeitos colaterais da cloroquina são fortes. “Hoje ela tem mais efeitos maléficos que benéficos, apesar de toda essa polêmica que existe em todo país. Mas tem à disposição em todas as unidades de saúde, compramos inclusive um estoque adicional para que não falte nem a cloroquina, nem a hidroxicloroquina no estado de Mato Grosso do Sul”.