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Saúde

17/12/2014 07:59

Prefeitura de Campo Grande promete 300 novos leitos, mas entrega só 30

Após ação movida pelo MPE (Ministério Público Estadual) contra a Prefeitura de Campo Grande, para abertura de novos leitos hospitalares, apenas 30 das 300 vagas prometidas foram abertas pelo município. Assim, a administração pública da Capital não deve escapar de ações mais efetivas, inclusive judiciais.  

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Jamal Salem, a liberação dos 30 novos leitos aconteceu somente este mês, na área vermelha do Hospital Regional Rosa Pedrossian. Para 2015 outras 100 vagas devem ser abertas na enfermaria da Santa Casa de Campo Grande.

Assim, nem mesmo contando os leitos previstos para o próximo ano a prefeitura vai conseguir abrir as 300 vagas pedidas pelo MPE. Segundo ação movida pelo Ministério Público, pacientes estão tendo atendimento ilegal na cidade, passando, por exemplo, mais de 24 horas internados nas Unidades de Pronto Atendimento, o que é proibido.

A ação do MPE aponta que dentro de um ano devem haver 516 novo leitos abertos. Caso ocorra descumprimento da medida, tanto por parte do município como do Estado, ambos serão multados em R$ 50 mil por dia.

Para amenizar a falta de leitos, a Sesau criou alas vermelhas - voltadas para pacientes em situações graves - nas unidades básicas, também ferindo legislação federal.

Já as direções dos maiores hospitais do Estado, como no caso da Santa Casa, alegam que as unidades de saúde não resolvem os problemas mais simples - chamados de verde e amarelo - o que acaba lotando as estruturas maiores.

Hospital do Trauma - Neste contexto, uma das obras que poderiam desafogar o setor hospitalar municipal seria o Hospital do Trauma, empreita que vem se arrastando há mais de dez anos. O prédio, anexo da Santa Casa, terá 141 leitos, sendo 110 de internação, 18 de observação do tratamento intensivo, dez de CTI (Centro de Tratamento Intensivo), três de isolamento e cinco salas de cirurgia.

"Inicialmente era para ser um Hospital Pediátrico, mas no decorrer do processo houve mudanças e passou a ser o Hospital do Trauma, diante disso o que atrasa o andamento da obra, é a revisão que o Ministério da Saúde pediu no projeto", explica Salem.

Para que o local possa ser concluído agora só depende da parte burocrática."Já não depende da secretaria de saúde mais", afirmou.   

A obra começou em 2010 e já recebeu recebeu R$ 9.506.85,79. Deste total, R$ 1.199.455,88 foram pagos para a Realce entre 2002 e 2004 e R$ 5.293.662,35 para a Coletto, de 2010 a maio de 2013.

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