O prefeito Gilmar Olarte (PP) rompeu o acordo firmado, na última sexta-feira (8), com a direção da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa. Em reunião, a prefeitura se comprometeu a pagar parte da dívida do hospital, equivalente, a R$ 8, 1 milhão, porém apenas R$ 4,3 milhões foram repassados.
De acordo com o diretor-presidente da entidade, Wilson Teslenco, além de cumprir com o combinado, o recurso não foi depositado a tempo de alterar a folha de pagamento dos servidores. Por conta disso, os funcionários do hospital passaram o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), sem receber os salários.
Apesar disto, a entidade afirma que manterá os atendimentos, mesmo tendo sinalizado, na última semana, a possibilidade de paralisação das cirurgias eletivas na próxima segunda-feira. "Como fizemos um acordo, vamos cumprir nossa parte e mesmo sem recursos vamos manter os serviços até o dia 31 de maio", explica o diretor.
Em acordo provisório, realizado em reunião na quinta-feira (7), no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, ficou estabelecido que a prefeitura realizaria o pagamento de R$ 3 milhões para a Santa Casa, sendo que R$ 2,5 milhões seriam destinados para atendimentos de baixa e média complexidade e R$ 500 mil para alta complexidade. O valor de R$ 8,1 milhões é referente aos repasses atrasados.
Caos
Os cortes nos serviços prestados pela Santa Casa começaram na última terça-feira (5) . O primeiro setor afetado foi o ambulatorial. Pelo menos 400 pessoas ficaram sem atendimento de média complexidade todos os dias.
As cirurgias eletivas seriam suspensas, por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira (11). O expediente comunicando a interrupção foi encaminhado pela Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa, na quarta-feira (6), ao secretário de Saúde do município Jamal Salém, com cópias a diversas autoridades municipais e estaduais.







