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Prefeitura vai responder ação judicial por falta de aparelhos em UPA recém-inaugurada

CRS do Guanandy foi fechado por causa da inauguração de nova UPA, mas nova unidade não atende critérios de funcionamento

6 OUT 2016
Diana Christie
11h30min
Foto: André de Abreu

Inaugurada em 11 de abril deste ano, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon já é alvo de ação judicial por irregularidades no funcionamento. Em processo proposto pela 32.ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública, a prefeitura de Campo Grande vai responder por ter colocado a unidade em funcionamento sem equipamentos essenciais para atendimentos de urgência e emergência.

Segundo a promotora Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, “os técnicos constataram que desde a inauguração da Unidade esta já não cumpria todas as exigências para sua implantação e funcionamento (pronto atendimento adulto e pediátrico, equipamentos, médicos, profissionais de enfermagem, mobiliários/materiais etc.)”.

Construída através de convênio com o Governo Federal, a UPA Leblon deveria ser referência para a região com atendimento ininterrupto 24 horas por dia, além de manter médicos e aparelhos para atendimentos de emergência. Por causa da inauguração da unidade, o município encerrou as atividades do antigo CRS (Centro Regional de Saúde) Guanandy.

“Além de não dispor de Médico Pediatra nos períodos da manhã e tarde (somente possui pediatra à noite), e não possuir equipamentos  essenciais para atendimento infantil , ainda devem contar, no mínimo, com equipe de saúde composta por quantitativo de  médicos e enfermeiros nas 24 horas para atendimento contínuo de clínica médica e clínica pediátrica”, diz a promotora.

Posto de saúde

Localizada na rua Benjamin Adese, esquina com a Praça Leblon e com 1.765 metros quadrados de área construída, a obra da UPA custou R$ 4.423.656, 19, sendo que R$ 2 milhões foram custeados pelo Ministério da Saúde e o restante pela prefeitura de Campo Grande.

O município foi responsável pela maior parte da contrapartida por causa das constantes paralisações da obra, que resultaram no encarecimento dos materiais de construção e da mão de obra, além da consequente deterioração de parte da estrutura já pronta. Somada às ações do tempo e da chuva, vândalos também fizeram diversos ataques ao prédio.

Quando inaugurada, a previsão do município era de disponibilizar seis médicos, entre clínicos gerais e pediatras, mais 20 leitos, sendo quatro para emergências e equipados com ventiladores mecânicos, monitores multiparamétricos, bombas de infusão, desfribiladores e eletrocardiógrafo, mais dois quartos de isolamento e 14 leitos comuns, entre masculinos, femininos e infantis.

Apesar dos problemas de funcionamento, a UPA conta com sala de urgência e emergência, leitos de estabilização, sala de raios-X, sala de ultrassonografia, farmácia, sala de atendimento social, consultórios médicos, consultório odontológico, enfermarias infantis, enfermaria feminina (adulto) e enfermaria masculina (adulto).

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