A Santa Casa apresenta uma contraposta à apresentada pela Prefeitura e Governo do Estado. Segundo Wilson Teslenco, presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), a administração quer manter os repasses de R$ 3 milhões para o setor de média complexidade e 500 mil para a alta complexidade.
Na última semana, as entidades públicas ofereceram um contrato de serviços com validade de cinco anos, em que seriam repassados quase R$ 4 milhões à Santa Casa, além do teto financeiro do Ministério da Saúde de 13 milhões de reais, mas exigiram a abertura de dez novos leitos em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
"Estamos conversando com a Prefeitura e o Estado e fizemos uma contraposta, de que mantivesse os três milhões de reais para a média complexidade e 500 mil para a alta", resumiu Telesco à reportagem do Top Mídia News, na tarde deste sábado (27). Em relação aos dez novo leitos de UTI, Telesco afirma que não tem nada decidido. "Essa proposta ainda está sob análise da administração", concluiu.
Repasses
Confome a assessoria da prefeitura, hoje a Santa Casa recebe por mês R$ 18.570.000,00. Deste total, o Estado participa com R$ 1.570.000,00; o município contribui com R$ 4.217.000,00 e o Ministério da Saúde libera R$ 13.068.497,86 para pagar os procedimentos médicos realizados. Pelos cálculos da instituição, esta conta não fecha. Seu custo mensal, hoje seria em torno de R$ 19 milhões.
Da parcela liberada pelo Estado e a Prefeitura, R$ 1,5 milhão (R$ 750 mil de cada um) não são usados no custeio, mas são reservados ao pagamento de parcelas de um empréstimo contratado em 2013 junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 84 milhões, usado no pagamento de dívidas de curto prazo.
Contratos
Em abril, o MPE (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde de Campo Grande, chegou a instaurar um Inquérito Civil contra a Prefeitura de Campo Grande, para apurar a eventual interrupção da Prestação de Serviços Hospitalares pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), pelo vencimento dos contratos com a Santa Casa. Deste então, a instituição sobrevive com 'contratos tampões'.







