Após sofrer intervenção, em 20 de dezembro, a Santa Casa de Campo Grande suspendeu os transplantes realizados pelas equipes terceirizadas do hospital. Na manhã desta quarta-feira (16), a mantenedora Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) divulgou, que o Ministério da Saúde liberou o retorno das atividades dos transplantes.
Uma vez que a intervenção no hospital tenha acabado no dia 1º deste mês, em relatórios apresentados pelo presidente da ABCG, Wilson Levi Teslenco e o diretor técnico Dr. Luiz Alberto Hiroki Kanamura, apontaram que houve um aumento nos procedimentos cirúrgicos geral entorno de 6%, com um crescimento maior em cirurgia eletivas que são programadas dentro do hospital, melhorando assim, o atendimento no Pronto Socorro.

Segundo Toslenco, isso se deve a atual administração, já que o quadro de funcionários é todo contratado por uma única empresa. "A redução se deve ao controle maior na porta do pronto socorro, na identificação dos pacientes e na qualificação dos profissionais que ficam neste setor", explica.
Outro fator que ajudou a desafogar o Pronto Socorro do hospital, foi a parceria firmada com as Unidades Básicas de Saúde 24h (UBS), que segundo Tolesco, começaram a filtrar as ocorrências que não eram gravíssimas e que poderiam ser atendidas naqueles locais.
Com isso, todo o atendimento da instituição passa a ser padronizado, dando maior qualidade e humanização em todos os setores. De acordo com o diretor Dr. Luiz, os setores de hemodiálise vão ser ampliados, tendo mais aparelhos com capacidade para atender 180 pacientes, com a implementação do terceiro turno de atendimento. "Estamos começando gradualmente, não abrimos o terceiro turno ainda, mas em breve estará em funcionamento a todos", comenta dizendo ainda que existe 97 pacientes crônicos.

(Leito de tratamento de hemodialise - Geovanni Gomes)
Conforme informou Luiz, mesmo no período em que os transplantes não poderiam ser realizados, a Santa Casa continuou captando órgãos. "Continuamos captando mesmo sem podermos realizar os transplantes, encaminhávamos para o Banco Nacional de Transplantes que destinava quem estava na lista de espera", ressaltou.
Em relação aos transplantes, os diretores deixaram claro, que a equipe do hospital estará apta para começar a realizar as cirurgias, após passarem por um treinamento de qualificação, que será realizado possivelmente por equipes de Brasília e São Paulo. "Vamos iniciar os treinamentos das equipes e dentro de três a seis mêse estaremos aptos", apontou Wilson que até agosto já podem retomar as cirurgias.







