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Saúde

19/12/2025 18:26

Santa Casa não paga 13º de enfermeiros e categoria ameaça greve (vídeo)

Pagamento depende de repasse e seria realizado em três parcelas, de janeiro a março de 2026


Enfermeiros da Santa Casa de Campo Grande foram comunicados esta semana que o hospital não dispõe de recursos financeiros para realizar o pagamento do décimo terceiro salário. 

Nesta sexta-feira (19), o hospital realizou reunião coletivo com o Siems (Sindicato dos Trabalhadores das áreas de enfermagem de Mato Grosso do Sul) com a decisão. Segundo a gestão, o pagamento depende de um repasse de aproximadamente R$ 9 milhões, e seria dividido entre três parcelas: 25 de janeiro, 25 de fevereiro e a última em 25 de março de 2026. 

Entretanto, o sindicato questiona a legalidade destes pagamentos, já que não há lei que respalde o pagamento do décimo terceiro de forma escalonada. 

Diante do atraso e da previsão de parcelamento fora do prazo legal, os sindicatos convocaram os trabalhadores para uma assembleia na próxima segunda-feira (22), às 6h30. Na reunião, será votado um indicativo de paralisação pela regularização do pagamento.

Colapso

O maior hospital a atender o SUS (Sistema Único de Saúde) de Mato Grosso do Sul enfrenta a tempos situação de caos, e o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) entrou com Ação Civil Pública para impedir o agravamento da crise, que passa por superlotação extrema, falta de insumos, dividas acumuladas com médicos e fornecedores. 

Na ação, o MP descreveu o hospital como um “cenário de colapso institucional”, com setores operando acima da capacidade e um pronto-socorro que registra superlotação, devido a uma reforma iniciada sem o planejamento financeiro correto e que ainda não foi concluída, mesmo após dois anos. 

O órgão aponta que a unidade funciona há anos em condições precárias, com pacientes que aguardam atendimento em ambiente inadequado (corredores), além de relatar desabastecimento de medicamentos e insumos, falta de materiais cirúrgicos, dívidas com médicos e prestadores e risco concreto de paralisação de atendimentos de alta complexidade. Somado a isso, diversos setores do hospital estão paralisados.

Com esse cenário, o Ministério requer que o Estado e o Município, com a participação da Associação Beneficente de Campo Grande, apresentem um plano emergencial para restabelecer o atendimento integral, regularizar estoques, reorganizar o fluxo do Pronto-Socorro e garantir cronograma físico-financeiro para retomada plena dos serviços. 

A 76ª Promotoria de Justiça enfatiza que a situação ultrapassou o limite da gestão interna do hospital e já ameaça diretamente o direito fundamental à saúde. 

A decisão ainda indica que o Estado, Município e o hospital devem apresentar um Plano de Ação em até 90 dias, que traga soluções para a plena retomada dos atendimentos. 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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