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Saúde

Saúde da Capital tem repasse em queda, menos médicos e mais gastos

30 setembro 2015 - 10h57Por Izabela Sanchez e Dany Nascimento

O secretário Municipal Municipal de Saúde (Sesau) Ivandro Corrêa, afirmou que "as mais de 104 demissões dos médicos servidores de Campo Grande não correspondem ao aumento de 130.65% na folha de pagamento de 2015". A fala ocorreu em audiência pública de prestação de contas da pasta, realizada na manhã desta quarta-feira (30). Foi confirmada a queda do número de médicos, mas aumento dos gastos.

O número de demissões, de acordo com Ivandro, ainda não é exato. O secretário acredita que a estatística pode chegar a 300. “A equipe entrou agora e tem 60 dias pra fazer o levantamento, mas há cerca de 104 (demitidos) e pode chegar até 300. Tem onzes equipes sem médicos com carga horária de 40 horas, disse”.

O vereador Paulo Siufi (PMDB), questionou a perda dos profissionais, e lembrou que há uma Lei federal que regula o envio de recursos de acordo com a estrutura da saúde do município, e que desse modo, Campo Grande perderia verbas.

Quem respondeu ao vereador foi o ex-secretário municipal de saúde, Jamal Salem. “São vários fatores. O baixo salário é o fato principal. Um médico que trabalha 20h recebe R$ 2.500 reais. Por receber este valor, não tem interesse. A maioria busca plantões, e na verdade esses plantões são feitos por estagiários e médicos que estão em residência. Quando terminam a residência recebem uma proposta maior e vão para o interior, porque recebem mais”, explicou.

O atual secretário ainda afirmou que na folha de pagamento dos médicos, no mês de março de 2014 o valor era de cerca de R$ 24 milhões, já em março de 2015, o número aumento para R$ 56 milhões. “Não dá pra entender, porque há redução de profissionais e aumento da folha. Quando assumi encontramos as unidades sem médicos, enfrentamos a greve, enfrentamos enfermeiros querendo declarar greve e agora tem uma equipe de 70 técnicos fazendo o diagnóstico da Secretária Municipal de Saúde”, concluiu.

A audiência foi solicitada pela Comissão Permanente de Saúde, presidida pelo vereador Paulo Siufi (PMDB), e que também participam os vereadores José Chadid (sem partido), Luiza Ribeiro (PPS) e Marcos Alex (PT). Também foi iniciativa da Comissão Permanente de Finanças, presidida por Carla Stephanini (PMDB), e composta por Eduardo Romero (PTdoB), João Rocha (PSDB), Herculano Borges (SD) e Carlão (PSB).