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Saúde

há 11 anos

Saúde rescinde contrato com Gisa, sistema de R$10 mi que nunca funcionou

Gisa

O secretário de saúde do munícipio, Jamal Salem declarou hoje (15) pela manhã em entrevista ao programa Tribuna Livre, dos jornalistas Sérgio Cruz e Marcos Farias na rádio 95 FM, sobre o famoso Gerenciamento de Informações em Saúde, o Gisa. Jamal começou a entrevista dizendo que o ano de 2015 será o ano da saúde para Campo Grande. “O ano de 2015 será o ano da saúde”.

O programa criado pelo ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) na época, foi celebrado um contrato entre a Prefeitura de Campo Grande e a empresa Telemídia para a instalação do programa nas unidades de saúde da Capital chegando a R$ 10 milhões de reais e desceu ralo abaixo.

Conforme Jamal, o Ministério da Saúde, rescindiu o contrato no dia 8 de janeiro sendo publicado no Diário Oficial da União e que agora a Sesau está em contato com a Procuradoria Jurídica do Ministério para saber quais são os trâmites legais.

“O Ministério da Saúde reincidiu semana passada, dia 8, esse convênio e agora está nas mãos da Procuradoria Jurídica do município, que inclusive eles estão em contato com a Procuradoria Jurídica do Ministério para ver quais são os trâmites, por que ainda não ficou esclarecido”, declarou Jamal.

Foto: Deivid Correia

O dinheiro que foi investido no Gisa é oriundo do governo federal com contrapartida do município. Com há recurso da união há um processo no Ministério Público Federal onde aponta esquema de corrupção e superfaturamento.

Recentemente, a Controladoria-Geral da União, emitiu um relatório onde apontou o envolvimento do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) e do deputado federal e ex-secretário Municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) no desvio do recurso. Este relatório foi anexado ao processo de número 1.21.000.002.163/2013-64 no MPF. O Gisa foi alvo de investigação feita pela CPI da Saúde, realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, onde o relatório final serviu de base para o processo no MPF.  

Jamal disse ainda que o Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI) já tem um “plano B” para solucionar o problema de marcação e agendamento das consultas. “Estamos procurando alternativas, inclusive o IMTI, eles tem uma equipe de técnicos de primeira categoria, e concorrerem com qualquer um, a nível de Brasil, eles já tem um programa inclusive evoluído, deles mesmo, não foi comprado, é da prefeitura. Eles estão desenvolvendo um programa mais avançado e eu acredito que em breve estará instalado em todas as unidades de saúde de Campo Grande”, disse o secretário de saúde.

Salem terminou a fala sobre o Gisa deixando claro que quando assumiu a pasta, desde a época de Alcides Bernal, o programa já estava parado e jogou a culpa no ex-prefeito Nelsinho Trad. “Quero deixar bem claro para população que nem o secretário Jamal e nem o prefeito Olarte ou Bernal tem culpa nesse processo. Isso é uma questão da época do ex-prefeito Nelsinho que fez e não continuou.

A reportagem tenta desde a manhã desta quinta-feira falar com o secretário, porém o celular de Jamal ora chama, ora parece estar desligado, caindo na caixa postal.

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