Com atraso desde o mês de fevereiro, o repasse de verba municipal para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão está acumulado em R$ 800 mil. O dinheiro, que impacta o pagamento de fornecedores e funcionários, pode gerar uma diminuição dos serviços prestados pelo hospital, que promete manter o funcionamento normal por até 30 dias.
Em coletiva de imprensa nesta manhã (1º), o diretor do Hospital de Câncer, Carlos Coimbra, explicou que o convênio com a Prefeitura de Campo Grande foi firmado em setembro do ano passado, implicando um repasse de R$ 400 mil mensais à instituição. No entanto, o repasse tem sido de apenas metade desse valor, cerca de R$ 214 mil.
Além do atraso de parte da verba, a prefeitura ainda deve R$ 700 mil ao hospital, por conta de exames médicos prestados ao município.
Carlos Coimbra participou de uma reunião com o superintendente da saúde, Virgílio Gonçalves e com o chefe de gabinete do prefeito Gilmar Olarte, Paulo Matos. Segundo o diretor do hospital, houve garantia de resolução do repasse nos próximos dias. Ainda assim, o clima na instituição é instável, já que a burocracia no repasse das verbas por parte da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) atrasa o pagamento dos funcionários
Doações
O não repasse da verba também altera o funcionamento das doações. O diretor do Hospital explica que muitas vezes o dinheiro doado pela população, através de leilões e ações filantrópicas, é utilizado no lugar da verba municipal.
“A população espera que esse dinheiro seja usado para outros fins, como novas alas e equipamentos, não para o custeio do hospital”, afirma Coimbra. Com o atraso no repasse municipal, a instituição se vê obrigada a aplicar esse dinheiro no pagamento dos serviços contratados.







