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Saúde

07/05/2015 17:38

Sem repasse municipal, Santa Casa ameaça demissão e trabalhadores podem parar

Caos na Saúde

Cerca de 2 mil profissionais que atuam na área da saúde na Santa Casa de Campo Grande podem paralisar as atividades devido a não realização de repasses pelo prefeito Gilmar Olarte (PP). Sob ameaça de atraso salarial e até demissões em massa, as categorias realizam assembléia geral, na próxima sexta-feira, para deliberar ações para pressionar a administração municipal a acelerar as articulações para firmar os contratos.

A convocação foi feita pelo SIEMS (Sindicato dos Profissionais da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), SINTESAÚDE/MS (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul) e SINTERMS (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia em Empresas Públicas e Privadas no Estado de Mato Grosso do Sul).

Em reuniões com a categoria, representantes da Santa Casa expuseram as dificuldades da instituição. Conforme repassado, o valor necessário para manter os serviços hospitalares é de R$ 4 milhões mensais (R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade).

Porém, a prefeitura afirma que é possível repasse apenas de R$ 3 milhões mensais (R$ 2 milhões para os procedimentos de média complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade). O município busca parceria com o Estado para somar o valor necessário para a sobrevivência do hospital. No entanto, de acordo com Secretaria Estadual de Saúde, o governo solicita prazo de dois meses para firmar a parceria.

O presidente do SIEMS, Lázaro Santana, avalia que a mobilização demonstra o descontentamento da categoria com a postura da prefeitura municipal. “O contrato entre o hospital e município venceu no dia 07 de abril. Desde então, participamos de duas reuniões com representantes patronais, autoridades municipais e representantes dos trabalhadores, mas até o momento não houve evolução na assinatura do contrato", explica.

A resistência da prefeitura em negociar pode acarretar conseqüências negativas para os profissionais e à sociedade, já que os atendimentos já começaram a ser interrompidos no hospital.

Cortes

Os cortes nos serviços prestados pela Santa Casa começaram na última terça-feira. O primeiro setor afetado foi o ambulatorial. Pelo menos 400 pessoas ficarão sem atendimento de média complexidade todos os dias.

As cirurgias eletivas estarão suspensas, por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira. O expediente comunicando a interrupção foi encaminhado pela Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora da Santa Casa, nesta quarta-feira (6), ao secretário de Saúde do município Jamal Salém, com cópias a diversas autoridades municipais e estaduais.

O município enfrenta, desde quarta-feira (06), a paralisação 1.400 médicos da rede pública. Sem previsão para voltarem ao trabalho, apenas 30% do efetivo está em revezamento para cobrir a demanda de urgência e emergência da cidade. A prefeitura teria pedido ao sindicato para aguardar 90 dias para que as negociações retomassem, já que proposta informal, foi negada pela categoria.

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