Servidores da rede municipal de saúde de Campo Grande denunciaram a situação precária de Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Margarida, apontando falta de estrutura, ausência de insumos básicos e risco à segurança de usuários e profissionais.
Segundo os relatos encaminhados ao TopMídiaNews, a Prefeitura já foi comunicada diversas vezes, mas nenhuma providência teria sido tomada.
De acordo com um servidor municipal, que pediu para não ser identificado, os banheiros da unidade estão em condições críticas. No masculino, há pisos soltos, o que representa risco grave em um local que atende pacientes em sofrimento mental. “Trabalhamos com pacientes psiquiátricos, que podem usar pedaços de piso para se ferir, cortar os pulsos ou até o pescoço”, relatou.
No banheiro feminino, a situação seria ainda pior. Conforme a denúncia, não há mais piso fixado no chão, e os materiais soltos estariam causando cortes nos pés das pacientes. “A Prefeitura já foi avisada várias vezes e nada faz. É um verdadeiro descaso com a população”, afirmou o servidor.
Além dos banheiros, trabalhadores relatam problemas estruturais generalizados, como paredes danificadas nos consultórios, colchões deteriorados nas enfermarias e janelas sem vidros, expondo pacientes e funcionários a riscos e condições insalubres.
A denúncia também aponta falta de insumos básicos, como álcool para higienização, que teria acabado na unidade. Outro problema considerado grave é a escassez de medicamentos psiquiátricos, com estoques próximos do fim ou já zerados. Segundo os servidores, a falta de remédios tem provocado o agravamento do quadro clínico de pacientes.
“Nosso estoque de medicação psiquiátrica está no fim. Não temos mais o que fazer. Os pacientes estão entrando em crise e sendo encaminhados para as UPAs por falta de medicação”, relatou o servidor.
Ainda segundo os trabalhadores, a situação causa constrangimento e indignação. “Dá vergonha oferecer um serviço desse jeito, sem um prédio apropriado e sem o mínimo de condições para atender a população”, desabafou.
A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.







