A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) nega quaisquer suspeitas em relação a um suposto paciente que teria vindo da África internado em isolamento e com sintomas suspeitos do vírus Ebola no Hospital Universitário de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.
A SES, através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), e a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) reiteram que todas as investigações sobre a suspeita foram efetuadas juntamente com o Hospital Universitário, onde foi confirmada a inexistência de qualquer paciente que tenha vindo da África, em isolamento ou mesmo com sintomas suspeitos do Ebola.
De acordo com a diretora-geral de Vigilância em Saúde da SES, Bernadete Lewandowski, o estado está preparado para atender os casos da doença assim como os municípios, porém reforça o cuidado quanto aos alardes sem fundamentos para que não ocorra pânico entre a população.
“Em qualquer suspeita de casos, a Secretaria de Estado Saúde e municípios seguirão rigorosamente o protocolo firmado juntamente com o Ministério da Saúde para abordar a doença. Os profissionais de saúde participaram dos treinamentos e também já recebemos os equipamentos necessários para lidar com casos do Ebola. Trata-se de uma doença gravíssima e temos que ter o cuidado quanto a esses alardes sem fundamentos, para que não ocorra pânico na população. Qualquer suspeita será investigada imediatamente e será abordada de acordo com os nossos protocolos. Estamos falando de uma doença que está em evidência no mundo e com consequências seríssimas, não podemos nos dar o luxo de estar desatentos”, afirmou a diretora.
O protocolo a ser seguido em caso de suspeita é o isolamento do paciente e o acionamento do SAMU (Serviço Móvel de Urgência), que irá encaminhar o paciente ao CDIP (Centro de Doenças Infecto-Parasitárias), até que possa ser transferido para o centro de referência nacional da doença.
Segundo o Ministério da Saúde desde sua descoberta em 1976, o vírus tem produzido, ocasionalmente, surtos em um ou mais países africanos, sempre muito graves pela alta letalidade, mas autolimitados. O surto em determinados países ocorre pela precariedade dos serviços de saúde nas áreas em que ocorre a transmissão, que não dispõem de equipamentos básicos de proteção aos profissionais de saúde e aos demais pacientes. Por esse motivo especialistas consideram muito baixa a possibilidade do surto chegar ao Brasil.







