Menu
terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Saúde

Tapeceiro morre pouco depois de ser liberado de UPA da Capital

21 agosto 2015 - 15h03Por Alessandra Carvalho

A família do Laudelino Souza Mamedes, de 29 anos, que  morreu na madrugada de hoje (21),  após sentir falta de ar, acredita que é um descaso a falta de médico na saúde publica. Ele foi encaminhado para  Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, realizou uma bateria de exames e nenhum médico verificou o raio-x e o paciente acabou sendo liberado.

O coordenador de urgência e emergência da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), Frederico Garlipp, disse que desde o dia 1º de janeiro deste ano até o dia 3  de agosto deste ano, foram registrados 175 mortes nos Centros Regionais de Saúde e Unidade de Pronto Atendimento Médico da Capital.

 

Foto: Arquivo Familiar

Conforme a cunhada Valesca Franco, de 19 anos, Laudelino estava reclamando que estava ofegante e com muita falta de ar. “Chegou no posto na noite de ontem (20) e demorou para ser atendido e depois foi para o balão de oxigênio.  Já era meia noite quando liberaram ele. E saiu na mesma situação. Com os exames que nem foram olhados pelos médicos. O mais estranho é que ele não estava bem para ser liberado”.

Laudelino chegou em casa e não conseguia dormir; acabou morrendo no sofá de casa. “Ele continuou resmungado devido à falta de ar. Passou mal e morreu sentado no sofá”.

A cunhada Valesca Franco, ressaltou que Laudelino trabalhava como tapeceiro, caminhava bastante e nunca teve problemas respiratórios. “É a primeira vez que ele sentiu essas dores. Ele tem parentes que têm problemas de pressão”.

A constante falta de médicos nos postos de saúde da Capital e a demora nos atendimentos dos Centros Regionais de Saúde são apontados como as principais causas das mortes. “Foi um descaso. Ele mesmo disse que não estava bem para ser liberado. Ele morreu porque não ficou mais tempo no balão de oxigênio.

A família registrou um boletim de ocorrência para o fato ser investigado pela polícia civil. O caso foi registrado como morte natural. O corpo dele está sendo velado em uma residência na rua Cajutiba, no Jardim Aeroporto.