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Vida sexual do brasileiro está meia-boca, diz estudo

Relacionamento

6 FEV 2014
Exame
17h41min
(Foto: Reprodução)

Ao mesmo tempo em que metade (49%) dos brasileiros afirma ter mais de três relações sexuais por semana, praticamente a mesma proporção de pessoas no país está insatisfeita nesse quesito. Pelo menos é isso que indica a Durex Global Sex Survey, pesquisa feita com 1.004 participantes no Brasil, entre 18 e 65 anos, a pedido da marca de preservativos Durex. De acordo com os dados do estudo, o descontentamento existe para 51% dos homens e 56% das mulheres.


Isso contrasta com a informação de que, para a maioria dos homens (69%) e mulheres (58%), satisfazer o parceiro é um dever. O levantamento, feito a cada dois anos em 37 países, tem a intenção de traçar um perfil sexual da população, e avaliar suas dúvidas e aspirações. Em meio a números e diferentes comportamentos, é possível ver que, por trás da aparência liberal, o brasileiro ainda tem relacionamentos permeados por tabus.


Um exemplo disso é o fato de que só 7% das pessoas afirmam não ter tabus. Segundo a Durex Global Sex Survey, 65% dos homens e 63% das mulheres declararam ter dificuldade de admitir que têm problema sexual. Apesar de os números serem parecidos, são as mulheres que parecem sofrer mais com isso. Enquanto 52% dos homens disseram que sempre atingem o orgasmo em suas relações sexuais, somente 22% delas deram a mesma resposta. Além disso, 51% das mulheres já sentiram dor durante o ato sexual e 32% já perderam a libido em algum momento da vida.


Outros reflexos dos tabus em torno do assunto na sociedade brasileira são as questões sobre sexo no primeiro encontro e traição. As mulheres ainda se mostram mais conservadoras nesses dois aspectos, apesar de estarem mais flexíveis em relação ao passado. A pesquisa mostrou de 39% delas ainda consideram errado fazer sexo já no primeiro encontro, enquanto 24% deles pensam da mesma forma. Sobre traição, 91% das mulheres consideram que fazer sexo com outra pessoa é uma maneira de ser infiel. O número cai para 78% quando o mesmo é perguntado para os homens.


Apesar dos dados não tão satisfatórios e dos tabus, a pesquisa mostra também o lado positivo da sexualidade brasileira. Para a maior parte dos entrevistados (69%), é possível manter o desejo vivo até mesmo em relacionamentos de longo prazo. Além disso, se comparado com o resto do mundo, o perfil do brasileiro pareceu ser mais liberal, indo além da penetração para obter prazer. Os números do país superaram a média mundial em todos os quesitos que diziam respeito a sexo oral, masturbação, massagem sensual e penetração anal.


O Brasil também superou os outros países no que diz respeito ao uso de preservativo na primeira relação. Entre brasileiros, o índice foi de 66%, enquanto na Grécia, que ficou em segundo lugar, foi de 65,5% e na Coreia do Sul foi de 62,8%, ficando em terceiro.

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