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Amanda, sobre Ronda: 'Cada soco naquela cara me dava vontade de rir'

Brasileira mostra bom humor em sessão de perguntas e respostas com os fãs, diz querer enfrentar Valentina Shevchenko no Rio e vontade de enfrentar Germaine

11 março 2017 - 10h26Por Globo Esporte

Campeã do peso-galo do Ultimate, Amanda Nunes está em Fortaleza como convidada para o "UFC: Belfort x Gastelum". Nesta sexta-feira, antes da cerimônia de pesagem, a lutadora participou de uma sessão de perguntas e respostas com os fãs ao lado de Rafael dos Anjos. Muito solicitada pelo público, a Leoa não titubeou ao ser questionada sobre o que sentiu quando conectava os socos no rosto de Ronda Rousey em seu último compromisso, quando defendeu o cinturão pela primeira vez.

- Foi muito bom, viu? Cada soco naquela cara dava vontade de dar risada, mas me segurei. Foi muito bom - disparou.

Bem humorada, ela mostrou simpatia com o público presente e revelou que pretende fazer a sua próxima defesa de título no UFC 212, dia 3 de junho, no Rio de Janeiro, contra Valentina Shevchenko.

Confira as declarações de Amanda Nunes:

Sensação ao bater Ronda

- Foi um sonho de 10 anos. Surreal. É difícil de explicar, tem que viver mesmo, foi um sonho realizado. O perfeito foi sair do cage com meu cinturão. Quando estava no UFC em Curitiba, prometi para todos os fãs que eu iria pegar o cinturão da Miesha, defender contra a Ronda e trazer o cinturão para o Brasil. Hoje o cinturão está aqui com a gente.

Vontade de defender o cinturão no Brasil

- Com certeza esse ano quero estar mais vezes no Brasil. Como já falei em várias entrevistas, saí do Brasil muito cedo, no início da carreira, tive que focar no meu objetivo para conquistar meu sonho. Depois do sonho realizado, quero voltar mais vezes, dividir esse momento maravilhoso com a torcida brasileira. Mais pra frente quero defender o cinturão aqui. Quero lutar no Brasil com a Valentina Shevchenko, já ganhei dela, vamos fazer a revanche e seria perfeito no card de Aldo x Holloway (UFC 212, no Rio de Janeiro, 3 de junho). Tenho também o plano de abrir uma academia só para mulheres no futuro.

Vitor Belfort x Kelvin Gastelum

- Vitor tem a parte em pé muito boa, é muito explosivo, também pode usar a parte dele de chão. Para quem não sabe, ele é faixa-preta de jiu-jítsu, a qualquer momento pode mostrar o chão. Acredito que ele tem chance, principalmente, quando explode de forma avassaladora. É o Fenômeno, com certeza pode levar essa luta e deixar mais uma vez a alegria para o brasileiro.

Possibilidade de subir para os penas e ganhar o segundo cinturão

- Com certeza. A primeira coisa que pedi depois da última luta foi lutar pelo cinturão do peso de cima, porque a Cris (Cyborg) deu uma paradinha no momento e a categoria ficou vazia. Já ganhei da Germaine de Randamie, ela é a campeã, se me derem a oportunidade com certeza tomo o cinturão dela também.

Próximas desafiantes no peso-galo

- Acho que a Valentina é a próxima, a Sara McMann também tem boas vitórias, têm essas duas que talvez sejam as próximas desafiantes, mas a Valentina com certeza é a próxima. Ou no peso de cima, se me derem a oportunidade, claro que quero. A Germaine também está muito bem, mas vamos ver. Estou com sede!

Possível luta no UFC Rio

- Vou ficar muito feliz. Esse é o momento de fazer isso para o povo. Lutar aqui vai ser um sonho, vou continuar realizando sonhos em minha vida e quero muito que o UFC me dê a oportunidade de defender o cinturão aqui. Acho que vou fazer igual o Aldo, quando ganhou e correu para o meio da galera. Quero fazer isso também.

Hobbies nas horas vagas

- Eu faço muitas coisas, gosto de pescar, tenho meu barco, saio no mar, só chego de noite. Gosto de sair com meus cachorros, jogo futebol também, tenho meu time na Flórida que sempre jogo, fico o dia todo. Também gosto de atirar, tenho porte de armas, gosto mesmo de me divertir. Esse outro lado de aproveitar minha vida depois de treinar, fazer meu trabalho, fez a minha vida começar a fluir e estou colhendo os frutos.

Ronda sentiu o peso da mão?

- Acredito que sim. Eu sabia que ela ia tentar a luta em cima comigo. É o ego do atleta, ela não aceitava o que a Miesha falava, ela não gosta da Miesha. A Miesha falava que eu bato forte, que ela não ia aguentar, mas se deu mal. Ela sentiu o peso sim.

Quem gostaria de enfrentar se fosse homem?

- Jon Jones. Porque o Jon Jones é um lutador versátil, rápido e imprevisível. É um cara que é difícil de achar na luta. Eu queria ter esse poder de treinar para lutar com o Jon Jones para ver se conseguiria vencê-lo, fazer a luta da noite, queria tentar.

Possibilidade de enfrentar Bethe Correia no futuro

- Tranquilo, acho que se a Bethe chegar no top 5 tem grandes chances. Eu sou a campeã aqui. Quem chegar para tentar tirar esse cinturão de mim, vai cair. Pode ser brasileira, pode ser americana, o importante é manter meu cinturão.

Inspirações no MMA

- Eu gosto do estilo de luta do Edson Barboza, gosto do Rafa (dos Anjos) bastante, do Aldo, até do Jon Jones também, do Vitor... Tento assistir e pegar dos atletas o que eles têm de bom e colocar no meu jogo. Gosto de assistir atletas que possam me passar uma técnica para eu colocar no meu jogo. Assisto uma luta do masculino tentando acrescentar o que ele tem de bom para mim. Gosto de muita gente.

Se pudesse enfrentar qualquer lutador da história do MMA, quem enfrentaria?

- O Matt Hughes seria uma boa luta para mim pelo wrestling. Quero testar meu wrestling e seria uma luta boa, ele era um grande lutador de wrestling.

Retorno de Ronda ao MMA

- Ela tem que ter tempo para se recuperar. Derrota é algo muito difícil, já perdi, precisa ter uma base familiar muito boa, pessoas por perto passando energia positiva e quero ver a Ronda voltando, que ela finalize a carreira com uma vitória, todo atleta merece isso. Não quero que termine dessa forma porque é até triste. Ganhei, mas não desejo mal para ela. Quero que ela volte e, quem sabe, uma revanche no futuro? Seria perfeito.

Enfrentaria Cris Cyborg no peso-pena?

- Para lutar com a Cris tem todo um processo. Tenho que acostumar meu corpo no peso, fazer uma preparação forte, ter um tempo para me preparar. Tenho que sentar com a minha nutricionista, mudar minha alimentação, ganhar massa muscular, porque já sou pequena na minha categoria, então essa minha luta com a Cris pode sim acontecer, mas não é nada para agora. Não penso assim. Acho que a Cris é uma atleta muito forte e, para lutar com ela, realmente tenho que estar preparada. Não quero jogar para cima assim, sendo que não estou preparada em físico e força. Tenho que fazer todo um trabalho pra lutar com a Cris, ela é uma lenda, muito forte, mas, mais pra frente, quem sabe.

Azarão contra Miesha e Ronda e favoritismo na próxima luta

- Não tem essa, não penso muito nisso. Meu foco é estar bem mentalmente. Mostrar na luta todo meu treinamento, buscar a finalização a todo momento, e ganhar a luta. É o que mais penso quando estou me preparando. Quando entro no cage, só penso em ganhar a luta. O resto não faz parte do meu pensamento. Posso ser a favorita ou não, para mim tanto faz.

Engajamento após ser a primeira campeã assumidamente gay do UFC

- Procuro passar uma imagem bem positiva realmente, sou assim, quero ajudar de alguma forma as pessoas, não só ser campeã. Fui a primeira campeã gay, se eu puder ajudar, se tiver alguém passando dificuldade, talvez olhem para mim. "Se ela conseguiu, por que não posso?". Realizei meu sonho sendo gay, não existe nenhum obstáculo para quem realmente corre atrás, trabalha pelos sonhos. Quero ajudar de alguma forma e acho que será um ponto positivo.

Tristeza na semana da luta contra Ronda Rousey

- Eu falo da raiva, mas eu estava triste. Me senti sozinha, entendeu? Tudo foi para a Ronda, e eu era a campeã, a melhor do mundo. Por isso falo assim. Eles me machucaram bastante. Lutei naquele dia com uma certa raiva. Toda vez que tocava na Ronda, conectava o golpe, eu queria mais e mais. Foi por isso que a luta foi mais rápida. Cada vez que conectava, sentia que ela não conseguia absorver e aí disparei, só parei quando acabou, mas foi bom.