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Ascensão e esperança: palavras que ecoam no 2016 de Thiago Monteiro

Jovem tenista cearense alcança o Top 100 do tênis mundial, atrai olhares após triunfo diante de Tsonga e agora deseja estar nos Jogos Olímpicos de 2020

21 DEZ 2016
Globo Esporte
12h48min
Foto: Rudy Trindade

Ascensão. Uma palavra que define o ano de Thiago Monteiro. Em 2016, o cearense atraiu para si os holofotes do mundo do tênis ao se agigantar e vencer o top 10 francês Jo-Wilfried Tsonga no Rio Open (veja vídeo abaixo). Um feito significativo demais para quem, um ano antes, tinha como adversárias as lesões no joelho. Foi preciso refazer-se e seguir. E Thiago caminhou tão bem que terminou a temporada como titular da equipe brasileira na Copa Davis. E está em 82º no ranking da ATP. Não por acaso, abre a série do GloboEsporte.com/ce sobre esperança neste Natal.

- Foi um ano incrível, o melhor ano da minha carreira. Conquistei boas vitórias em grandes torneios. Acreditei que posso competir em altos níveis contra grandes adversários. Vivi a Copa Davis, entrei no Top 100. Na vitória contra o Tsonga, elevei muito a auto-confiança. Acreditei que podia mais, podia trabalhar mais para alto nível. Saio fortalecido desse ano, porque foi de consolidação - afirmou.

Thiago Monteiro fez a estreia dele na Copa Davis e foi o segundo cearense a estar na competição. O primeiro foi Reno Figueiredo. O atleta de apenas 22 anos foi completamente dominado por David Goffin, 14º do ranking, e acabou derrotado por 3 sets a 0 (6/2, 6/2 e 6/0). No entanto, realizou um sonho que nutria desde a infância. Conviver com grandes nomes do esporte no País, como Marcelo Melo e Bruno Soares, foi uma chance única.

- Foi marcante estrear na Copa Davis, representar o Brasil. Foi um ponto alto. Um sonho realizado desde pequeno. Estar ao lado do Marcelo (Melo), Bruno (Soares), Thomaz (Bellucci). Estar de titular foi diferencial - declarou.

Desde dezembro de 2015, Thiago teve mais momentos de troca com Bellucci, que o fez aprender mais sobre ritmo e comprometimento com o colega. Hoje, só Thomaz é melhor brasileiro colocado no ranking da ATP do que Thiago: está em 61º. Por ser canhoto também, o cearense teve como aprimorar jogadas e técnicas ao ver o companheiro mais experiente como "espelho". Agora, o cearense quer seguir os passos de Thomaz para também chegar a uma Olimpíada. No caso, em 2020.

- Esse ano, eu cheguei perto de tentar a vaga, não era um objetivo, mas quase aconteceu. Bellucci e Rogerinho representaram o País. Para 2020, é um objetivo. Queria muito poder estar lá, tenho muito trabalho a ser feito. É algo possível, que eu posso conquistar, participar do maior evento esportivo do planeta será outro sonho.

Esperança. Claro que, para iniciar um novo ciclo, é preciso ter no peito esperança. E nessa busca por se firmar entre os grandes nomes do tênis na atualidade, Thiago Monteiro martela na mente o que a palavra significa para si. Saúde, felicidade, motivação... Entre treinos, na conversa com o GloboEsporte.com/ce, com a voz firme de costume, o cearense aponta aquele que, para ele, tem um perfil de esperança no esporte: o espanhol Rafael Nadal. E, nesse desejo de um 2017 de prosperidade, Thiago estima que também para o ídolo será um ano de afirmação.

- Esperança é atualmente uma palavra importantíssima. Algo que você acredita e espera que aconteça. Tudo ocorre quando tem que acontecer. É preciso acreditar, saber que as coisas sempre podem melhorar. é fundamental para qualquer pessoa.  Espero me manter saudável para competir em alto nível e, quem sabe, fazer um bom resultado em Grand Slam. Quero ter felicidade e motivação de treinar. Ficar perto da família e dos amigos. Contar sempre com a ajuda deles. Para mim, um cara que tem muita esperança é o Rafael Nadal, tem muita raça, está sempre se superando e é uma inspiração - finaliza.

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