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quinta, 28 de janeiro de 2021
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Autópsia em corpo de Maradona expõe possíveis falhas médicas

Imprensa argentina revela potenciais negligências no tratamento médico do ex-jogador

23 dezembro 2020 - 12h23Por Vinicius Costa

A autópsia feita no corpo de Diego Armando Maradona relatou possíveis erros médicos e a presença de substâncias no medicamentos usados contra ansiedade e depressão. Na primeira semana após a morte do ex-jogador, os exames não apontaram indícios de drogas ilegais ou álcool em seu corpo e a causa da morte foi declarada como "edema agudo de pulmão secundário a insuficiência cardíaca crônica exacerbada".

As negligências no tratamento médico do ídolo argentino começaram a ficar mais fortes após os resultados preliminares apontarem que o coração de Maradona pesava 503 gramas, quase que o dobro de um coração normal.

Conforme a repercussão da imprensa argentina, um segundo ponto questionado era a presença de médicamentos com a presença de psicofármos que produzem arritmia e não indicado para paciente com histórico de problema cardíacos, como era o caso de Diego Maradona.

"É tão importante o que apareceu com o que não surgiu nessas análises de laboratório. À primeira vista, confirmam que davam psicofármacos para Maradona, mas nenhum medicamento para combater sua cardiopatia", disse - declarou um dos responsáveis pela autópsia à agência Télam.

Responsáveis pela investigação da autópsia, os promotores Laura Capra, Come Iribarren e Patricio Ferrari devem convocar uma junta médica para saber se realmente houve erro no tratamento e se a morte do ex-jogador poderia ter sido evitada.