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Campeão de jiu-jitsu dedica sua vida à formação de atletas

Dedicação

29 JAN 2014
Schimene Weber e Kerolyn Araújo
08h30min
Foto: Geovanni Gomes

O jiu-jitsu, que é uma arte marcial famosa por utilizar como principais técnicas golpes de alavancas, torções e pressões para derrubar o oponente, coleciona vários adeptos espalhados por todo o mundo. Na capital de Mato Grosso do Sul, o esporte começou a ganhar notoriedade no ano de 1995 e, em 1998, ganhou um nome de destaque para figurar entre seus principais atletas: Luiz Cláudio Isaías Sousa, mais conhecido como Isaías.

O esportista de berço carioca é faixa-preta nessa categoria e contou um pouco do início de sua história para a equipe de reportagem do TopMídia News. "Eu comecei a treinar no Rio de Janeiro quando tinha 20 anos. O jiu-jitsu já era famoso no Estado e eu já havia feito capoeira e judô. Eu fui assistir a aula e gostei da luta, aí, comecei a treinar", contou o atleta que ainda acrescentou que gostou do jiu-jitsu, também, pela sua filosofia.

Ainda falando sobre sua trajetória, ele recordou sobre alguns 'marcos' da época. "Quando eu cheguei em Campo Grande, tinha apenas uma equipe de jiu-jitsu, e a minha chegada acirrou um pouco essa disputa esportiva. Era a minha equipe e a equipe Claudionor Cardoso. A minha ganhava uma luta e a dele ganhava outra, e assim ia",disse.

Hoje, com 50 anos, o atleta não se lembra da quantidade de vitórias que acumulou ao longo de sua trajetória, mas é firme ao dizer que só foi derrotado seis vezes ao contar a sua caminhada vitoriosa. "Eu participei de várias lutas e em 1997 e parei de competir. Tive minha primeira equipe como treinador quando era faixa-roxa. Eu era o único professor da Confederação Brasileira que tinha esta faixa. Dei aulas em Copacabana, Botafogo, Leblon, etc. Quando vim para Campo Grande para morar, comecei a dar aula em uma academia. Eu ia para o Rio e ficava um mês, depois voltava pra cá. Quando não estava aqui, colocava um aluno meu para dar aulas no meu lugar, e sempre que eu não estava o movimento da academia caía", lembrou.

O atleta explicou que a escolha por dar aula foi uma consequência da rotina. "Parei de competir porque é muito difícil conciliar os dois. Você tem que se dedicar a um ou ao outro, então preferi só treinar. Aqui eu tive que ensinar desde o começo o que era o jiu-jitsu, mostrar que não era apenas uma luta. Fiquei de 1998 até 2000 só treinando a minha equipe. Participamos de vários campeonatos no interior do Paraná até irmos para o Rio de Janeiro. Voltamos de lá com duas medalhas, que serviram para consolidar a Equipe Isaías Jiu-Jitsu do MS", recordou.

Isaías ainda conta que nunca participou de campeonatos internacionais, mas explica os motivos que o levaram a essa situação. "Na minha época, as competições não eram tão organizadas como são hoje, mas meus alunos já participaram de várias", fala, orgulhoso.

Quando questionado sobre a sua carreira, ele fez um breve comentário sobre as escolhas que o trouxeram até aqui. "Hoje eu não tenho mais vontade de competir. Minha vida antes era só lutar e, hoje, eu fico feliz em apenas treinar a minha equipe", finalizou.

Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni Gomes

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