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Elias diz que não chega à Chape para ocupar lugar de Danilo: "Insubstituível"

Emprestado pelo Juventude, o goleiro de 21 anos conta que chegou a planejar uma visita a Chapecó durante as férias, para prestar solidariedade, quando soube que vestiria a camisa do clube em 2017

28 DEZ 2016
SporTV
16h42min
Foto: Divulgação

Um dos primeiros reforços anunciados pela Chapecoense após o acidente aéreo que matou 71 pessoas, entre elas 19 jogadores, o goleiro Elias terá a missão de ocupar a vaga de Danilo, ídolo da torcida e uma das vítimas do acidente aéreo na Colômbia. No entanto, em entrevista ao "Seleção SporTV", o jogador disse que não tem a intenção de ser o substituto do camisa 1 e que chega para colaborar com o time catarinense (assista ao vídeo).

- Quem está vindo para o clube está vindo para ajudar, com esse pensamento, e ajudar não somente dentro de campo, mas fora de campo também. O clube precisa se reerguer, voltar a dar a alegria que dava aos torcedores (...) Eu não estou vindo para substituir o Danilo, acho que o Danilo era um cara insubstituível, um cara ídolo da torcida. Estou vindo para mostrar meu trabalho, como vinha demonstrando no Juventude, e procuro dar o melhor de mim para ajudar a Chapecoense no que for possível - afirmou. 

Emprestado pelo Juventude, o goleiro de 21 anos conta que chegou a planejar uma visita a Chapecó durante as férias, para prestar solidariedade, quando soube que vestiria a camisa do clube em 2017. 

-  Eu vim passar as férias em Itapiranga-SC, que é perto de Chapecó, e comentei de passar na Arena Condá para conhecer a Arena e a Chapecoense. Três dias depois que tive essa conversa com minha esposa surgiu a possibilidade de vir para a Chapecoense e fiquei muito feliz. Dentro de uma semana foi encaminhado contrato e acordado com o Juventude a transferência. Quando se concretizou foi uma felicidade enorme para mim e para toda a minha família - contou. 

O acidente com o avião da delegação da Chapecoense completa um mês nesta quinta-feira - dos 76 ocupantes, apenas seis sobreviveram (entre eles quatro brasileiros). Após perder 19 jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica, o clube contratou o técnico Vagner Mancini e iniciou a reestruturação do elenco. 

 

 

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