Diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto foi anunciado como um dos vices da chapa de Paulo Garcia, que oficializou sua candidatura à eleição de 2018 na quarta-feira, como oposição a Andrés Sanchez, candidato da situação.
Logo que a notícia ganhou força, o dirigente colocou seu cargo à disposição do presidente Roberto de Andrade. O afastamento deve acontecer, mas ainda não tem uma data certa. Numa conversa preliminar, Roberto disse que não pretende ter um diretor tampão até 3 de fevereiro.
– Se tiver que parar, se for constrangedor para o Roberto, não tem problema nenhum. Não entramos em detalhes até quando ficaremos, mas se tiver que sair será tranquilo, é só sentar e passar o que tem em meia hora para o Alessandro – esclareceu o diretor do Corinthians.
Com negociações em andamento – como Juninho Capixaba, do Bahia, e Tréllez, do Vitória, por exemplo –, o torcedor do Corinthians se pergunta: a mudança pode prejudicar o Corinthians no mercado de transferências? O GloboEsporte.comresponde: não.
Apesar de possuir um cargo muito importante no dia a dia do futebol, o papel de Flávio Adauto nas negociações não é tão decisivo como o do gerente Alessandro Nunes. Pelo conhecimento adquirido ao longo da carreira e nos primeiros anos ao lado de Edu Gaspar, cabe ao ex-lateral-direito se relacionar com os principais agentes e clubes, negociar salários e condições para transferências.
Figura mais política, Adauto também participa de reuniões e encontros com atletas e agentes, mas tem um papel mais representativo do que técnico. Na prática, o diretor é uma ligação de Alessandro com o presidente Roberto Andrade e as outras alas do Conselho Deliberativo.
Com Adauto ou sem ele, o Timão deve seguir com suas negociações de dezembro a janeiro.
Adauto mudou de ideia
Em entrevista realizada em novembro, o diretor de futebol disse ao GloboEsporte.com que voltaria a ser apenas um torcedor a partir de fevereiro, com o fim do mandato de Roberto de Andrade.
Agora, porém, será candidato a vice de Paulo Garcia – Emerson Piovesan, hoje diretor de finanças, será o outro vice. Relembre nas respostas abaixo:
GloboEsporte.com: Quais são seus planos para depois da eleição presidencial do Corinthians, em fevereiro de 2018?
Flávio Adauto: Eu falei no primeiro dia que vim aqui no CT que eu quebraria uma série. Os últimos presidentes foram diretores de futebol, casos do Mário Gobbi e do Roberto. E o Andrés (Sanchez) é um cara que está sempre ligado ao futebol. Mas acho que o clube tem que ter gente mais nova, que tenha experiência, mas com uma mentalidade mais jovem.
Você vai se afastar do clube?
– Eu penso em não dar palpite, como nunca dei a partir do momento que saí do clube (em 2007) e voltei a ser apenas torcedor. Eu acho que tinha vindo uma ou duas vezes no CT antes de ser diretor, para trazer os netos para passear e tirar fotos. A minha frequência a partir de fevereiro de 2018 será assim, uma ou duas vezes no ano para ver os amigos. Acho que diretor tem prazo de validade, precisa haver renovação.








