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14/12/2017 12:55

GE analisa como saída de diretor pode afetar negociação do Timão com Capixaba e Tréllez

Flávio Adauto deve deixar posto antes do fim do mandato, já que será vice em chapa da oposição

Diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto foi anunciado como um dos vices da chapa de Paulo Garcia, que oficializou sua candidatura à eleição de 2018 na quarta-feira, como oposição a Andrés Sanchez, candidato da situação.

Logo que a notícia ganhou força, o dirigente colocou seu cargo à disposição do presidente Roberto de Andrade. O afastamento deve acontecer, mas ainda não tem uma data certa. Numa conversa preliminar, Roberto disse que não pretende ter um diretor tampão até 3 de fevereiro.

– Se tiver que parar, se for constrangedor para o Roberto, não tem problema nenhum. Não entramos em detalhes até quando ficaremos, mas se tiver que sair será tranquilo, é só sentar e passar o que tem em meia hora para o Alessandro – esclareceu o diretor do Corinthians.

Com negociações em andamento – como Juninho Capixaba, do Bahia, e Tréllez, do Vitória, por exemplo –, o torcedor do Corinthians se pergunta: a mudança pode prejudicar o Corinthians no mercado de transferências? O GloboEsporte.comresponde: não.

Apesar de possuir um cargo muito importante no dia a dia do futebol, o papel de Flávio Adauto nas negociações não é tão decisivo como o do gerente Alessandro Nunes. Pelo conhecimento adquirido ao longo da carreira e nos primeiros anos ao lado de Edu Gaspar, cabe ao ex-lateral-direito se relacionar com os principais agentes e clubes, negociar salários e condições para transferências.

Figura mais política, Adauto também participa de reuniões e encontros com atletas e agentes, mas tem um papel mais representativo do que técnico. Na prática, o diretor é uma ligação de Alessandro com o presidente Roberto Andrade e as outras alas do Conselho Deliberativo.

Com Adauto ou sem ele, o Timão deve seguir com suas negociações de dezembro a janeiro.

Adauto mudou de ideia

Em entrevista realizada em novembro, o diretor de futebol disse ao GloboEsporte.com que voltaria a ser apenas um torcedor a partir de fevereiro, com o fim do mandato de Roberto de Andrade.

Agora, porém, será candidato a vice de Paulo Garcia – Emerson Piovesan, hoje diretor de finanças, será o outro vice. Relembre nas respostas abaixo:

GloboEsporte.com: Quais são seus planos para depois da eleição presidencial do Corinthians, em fevereiro de 2018?

Flávio Adauto: Eu falei no primeiro dia que vim aqui no CT que eu quebraria uma série. Os últimos presidentes foram diretores de futebol, casos do Mário Gobbi e do Roberto. E o Andrés (Sanchez) é um cara que está sempre ligado ao futebol. Mas acho que o clube tem que ter gente mais nova, que tenha experiência, mas com uma mentalidade mais jovem.

Você vai se afastar do clube?

– Eu penso em não dar palpite, como nunca dei a partir do momento que saí do clube (em 2007) e voltei a ser apenas torcedor. Eu acho que tinha vindo uma ou duas vezes no CT antes de ser diretor, para trazer os netos para passear e tirar fotos. A minha frequência a partir de fevereiro de 2018 será assim, uma ou duas vezes no ano para ver os amigos. Acho que diretor tem prazo de validade, precisa haver renovação.

 

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