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Henzel diz não ter medo de avião e deseja narrar Brasil x Colômbia

Rafael Henzel só teve noção do que aconteceu seis dias após o acidente, quando recebeu imagens de Chapecó e soube o que estava acontecendo na cidade

29 DEZ 2016
SporTV
14h15min
Foto: Reprodução

Um dos seis sobreviventes do acidente com o avião da Chapecoense, que nesta quinta-feira completou 30 dias, o jornalista Rafael Henzel pretende estar no Rio de Janeiro, no dia 25 de janeiro, para narrar a partida entre Brasil e Colômbia, pela Rádio Oeste Capital, de Santa Catarina, que terá a renda revertida para as famílias das vítimas da tragédia. Em entrevista ao "Redação SporTV", ele disse que mantém o desejo de voltar a trabalhar no início de ano e afirmou que não está com receio de voltar a entrar em um avião, já que considera que o fato foi uma falha humana (assista ao vídeo). 

- Eu quero estar no Rio no dia 25 (de janeiro). Como é uma homenagem para a Chapecoense, eu quero narrar esse jogo Brasil x Colômbia, quero estar lá, como fui tantas vezes ao Rio de Janeiro (...). Isso que nos move. Esse é o nosso combustível. Eu não quero esperar, eu quero estar mais uma vez. Quero me recuperar para estar de volta para a minha profissão no dia 9 (de janeiro), que é o que mais gosto de fazer e seguir a Chapecoense em todos os cantos. Agora se você me perguntar se eu vou ter medo de avião, eu vou dizer que não. Foi um erro humano, desumano. Eu não tenho problema nenhum. Vim com a FAB para o Brasil. Isso me tirou completamente o medo de voar (...). Mas o meu plano é voltar o mais rápido possível para estar com os amigos.

Rafael Henzel só teve noção do que aconteceu seis dias após o acidente, quando recebeu imagens de Chapecó e soube o que estava acontecendo na cidade. O jornalista mostrou indignação com a tragédia, mas disse que não deixa de buscar mais informações. 

- Acho que no quinto, sexto dia depois que passei por todo aquele tratamento intensivo é que eu comecei a ter ideia. Quando eu recebi as imagens de Chapecó, de saber que todos estavam aqui, Fifa, o Puyol, o Seedorf e o Tite... Mas eu evitava de ver essas imagens porque Deus nos preservou do sofrimento que o Chapecoense passou (...). Depois mais fortalecidos, acompanhamos de perto. Até hoje, o assunto me interessa muito porque passou dos limites do futebol. Confesso que após cada reportagem que eu leio, eu fico um pouco mais indignado com a perda de 71 pessoas, que poderia ser evitada. Até pelas publicações nas redes sociais, com gente do mundo inteiro, eu consegui entender que esse era um fato além do futebol, uma comoção mundial.

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