Uma denominação não tão agradável para o nome do mascote da Copa do Mundo do Brasil, causou confusão entre a imprensa alemã. Depois de um ano e meio do batismo do mascote tatu-bola, um dos mais conhecidos da Alemanha, os jornais afirmam que no verbete popular Fuleco é sinônimo de "ânus" entre os brasileiros.
A notícia foi logo reproduzida em tom irônico por alguns dos veículos mais lidos da Alemanha, como os sites do jornal popular Bild, do jornal Hamburger Morgenpost e do semanário Stern. O assunto atravessou fronteiras e foi destaque nas páginas dos diários austríacos Tiroler Tageszeitung e Österreich, para citar alguns.
A mídia comentou em visível tom de deboche o que seria uma "vergonha" para a Fifa e, indiretamente, para a organização brasileira do megaevento. Alguns dos textos eram acompanhados de fotos do tatu-bola junto ao membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Ronaldo Fenômeno.
"Brincadeira de mau gosto"
Na segunda-feira Bild e Hamburger Morgenpost voltaram atrás, explicando que o "pobre Fuleco", cujo nome deriva, segundo a Fifa, da junção de "futebol" a "ecologia", foi sido, na verdade, vítima de um mal-entendido dos tempos da internet.
"Um disparate"
O premiado blog Bildblog, que aponta erros na imprensa alemã, criticou o que considera uma mancada não só do jornal Die Welt, mas de grande parte da mídia do país, que reproduziu a notícia sem analisar a veracidade da informação.
"Vamos ser curtos: isso tudo é um disparate", conclui o blog. "Fuleco não quer dizer 'ânus'. Até há pouco tempo, a palavra sequer fazia parte da [língua portuguesa]", afirma, mencionando um comentário publicado na internet pelo jornalista Dietmar Lang, alemão "radicado há anos no Brasil" e que "nunca ouviu, nem de forma mais remota, que o nome Fuleco possa ter uma conotação negativa".







