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Ministério Público diz que não há risco para uso da Arena Corinthians

Uma auditoria interna do Corinthians investigava o risco de haver um deslizamento de terra na área externa do estádio do clube, em Itaquera

19 NOV 2016
Redação
12h27min

O Ministério Público do Estado de São Paulo fez uma vistoria na Arena Corinthians nesta sexta-feira (18) e concluiu que "não há risco para a utilização do estádio, assim como para o estacionamento".

A intervenção do MP foi feita após a Folha de S.Paulo revelar que uma auditoria interna do Corinthians investigava o risco de haver um deslizamento de terra na área externa do estádio do clube, em Itaquera.

De acordo com a reportagem, o caso foi descoberto em junho de 2016. Um ano antes, a administração do estádio foi alertada pela Sabesp sobre o consumo excessivo de água. Em fevereiro, houve um deslizamento de terra na área ao lado do estacionamento leste, que chegou até a calçada da Radial Leste, uma das principais vias de São Paulo.

Uma apuração interna do Corinthians indicou que havia uma relação entre o deslizamento e um vazamento de água no subsolo do estacionamento, que fica no lado leste da arena. O local comporta 350 carros e está sendo utilizado por torcedores em dias de jogo.

Fontes que tiveram acesso a relatórios sobre o problema disseram à Folha de S.Paulo que mais de 20 milhões de litros de água vazaram na área do estacionamento do estádio.

No mesmo dia da publicação da reportagem (1 de novembro), o presidente corintiano, Roberto de Andrade, mostrou-se preocupado com a segurança dos torcedores e disse que já estava em contato com a Odebrecht, construtora do estádio, para avaliar a situação.

A Odebrecht negou o risco de deslizamento e explicou o que ocasionou o problema.

"O que houve foram dois eventos: uma erosão em área externa e um buraco encontrado no solo. Eles ocorreram em razão das fortes chuvas registradas no período. Não há relação com o vazamento, que foi encontrado um ano antes e está a 200 metros de distância de onde aconteceram os incidentes", disse o engenheiro Ricardo Corregio.

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