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Nervosismo por Cyborg e celebração com Wand: Gabi e sua 3ª luta de MMA

Multicampeã mundial de jiu-jítsu comenta evolução no MMA e revela ter assistido luta de Cyborg no vestiário: 'Se eu for metade do que ela é para o esporte, está ótimo'

29 SET 2016
Globo Esporte
11h58min
Foto: Rizin FF / Sachiko Hotaka

Um dos maiores nomes da história do jiu-jítsu, Gabi Garcia vai trilhando um belo caminho no MMA. No último sábado, no Rizin, realizado no Japão, Gabi emplacou sua terceira vitória seguida na modalidade ao finalizar a americana Destanie Yarbrough com uma chave de braço (americana) no primeiro round. Em entrevista aoCombate.com, a gaúcha disse que já começou a perceber sua evolução nas artes marciais mistas.

- Senti uma evolução, sim. Na verdade, não uma evolução técnica, mas me senti mais confortável dentro do ringue. Estou treinando muito, tanto que passou a luta, tive alguns compromissos, mas fiquei basicamente dentro do hotel. Estou muito cansada, meu corpo está exausto. Acho que treinei em excesso para essa luta. Nos últimos dias antes da luta, acho que passei um pouco do ponto. Mas eu estava muito, muito confiante. Tinha a preocupação de ela ser mais baixa do que eu e poder acertar alguns golpes na curta distância. Acabei levando alguns, mas nada que pudesse me abalar. Estou mais confortável, agressiva e melhorando a cada dia - contou.

Logo após a vitória sobre Yarbrough, uma atitude de Gabi chamou a atenção. A lutadora pegou o microfone, fez seus agradecimentos e gritou: "Eu sou a rainha do Japão". A frase pode ser interpretada como um desabafo, já que Garcia vinha ouvindo provocações na internet há um bom tempo, e sua adversária havia prometido desbancá-la.     

- Eu fui a primeira a entrar ali, a lutar naquele ringue, e as meninas estão mandando recado na internet, me desafiando e falando besteira. Então, eu já planejava fazer aquilo. Foi para dizer que eu mereço estar no lugar em que estou, e que ninguém vai tirar meu lugar tão cedo, porque eu vou treinar para mantê-lo. Antes da luta minha oponente falou que ia tomar meu lugar. Ela disse: “Ah, a Gabi é a queridinha do patrão, se eu bater nela o mundo inteiro vai me ver, vou conseguir abrir portas para outros eventos". E quando eu gritei aquilo eu quis dizer que ninguém vai “se crescer" aqui. As pessoas têm de entender que a gente não é porta de entrada para nenhum outro evento. Os outros eventos que têm que ser porta de entrada pra gente. Se ela quis fazer o nome dela em cima de mim, se enganou. Ela disse que ia bater na rainha do Japão. Foi só um grito de liberdade e uma resposta para ela.

Antes de ir ao microfone, contudo, Gabi comemorou muito a vitória com sua equipe dentro do ringue. Uma das primeiras pessoas que a atleta procurou foi Wanderlei Silva, que estava em seu córner.

- O Wanderlei ficou fazendo córner para mim nessa luta. Eu o escutava o tempo inteiro. Eu só estou ali por causa do Wanderlei. Foi ele que me convidou para participar do TUF, no Brasil, e a gente acabou virando muito amigo. Ele me dá muitas dicas e conselhos quando a gente senta para conversar. E ninguém melhor do que ele, porque é um grande ídolo no Japão. Eu o tenho como padrinho, porque foi ele que me colocou aqui. Devo muito a ele. Foi um agradecimento, na verdade. Tenho um carinho enorme pelo Wanderlei. Ele é demais.

NERVOSISMO NO VESTIÁRIO POR CRIS CYBORG

Companheira de treinos de Cris Cyborg, Gabi lutou minutos depois da vitória da curitibana na luta principal do UFC Brasília. Mesmo concentrada em seu duelo no Rizin, a lutadora não deixou de acompanhar, no vestiário, o nocaute de Cyborg sobre Lina Lansberg.

- Eu estava muito nervosa antes da luta da Cris, porque eu acompanhei tudo de perto. A Cris é uma grande amiga, uma pessoa que me ajudou muito, tenho um carinho enorme. E, se eu for metade do que a Cris é para o esporte, já está ótimo para mim. Eu a acompanho diariamente e a acompanhei neste último camp. Vi como A Cris é guerreira, o quanto ela treina e o quanto ela se sacrifica para perder esse peso. E eu vi a luta ao vivo no meu vestiário e fiquei super nervosa. Saía um pouco, voltava. Saía um pouco, voltava. E entrei para lutar logo em seguida. A gente se falou logo depois da luta. Estou muito orgulhosa por nós duas.   

 

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