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Presidente do Timão sofre pressão para demitir Oswaldo de Oliveira

Longe de ser unanimidade no clube, Oswaldo viu o descontentamento aumentar com os resultados obtidos na reta final do Campeonato Brasileiro

12 DEZ 2016
Globo Esporte
18h23min

Apesar de ter dito na entrevista coletiva de sexta-feira que será o treinador do Corinthians em 2017, Oswaldo de Oliveira não está garantido no cargo. Depois de o Timão não conseguir se classificar para a Taça Libertadores de 2017, o presidente Roberto de Andrade vem sendo pressionando por oposicionistas e até mesmo aliados políticos para demitir o técnico. 

Longe de ser unanimidade no clube, Oswaldo viu o descontentamento aumentar com os resultados obtidos na reta final do Campeonato Brasileiro. Em nove partidas, ele conseguiu apenas duas vitórias. Os números ruins foram decisivos para a equipe sucumbir e ficar fora do grupo dos seis melhores do Brasileirão.

Roberto de Andrade esteve praticamente sozinho na decisão de contratar Oswaldo de Oliveira. O dirigente já queria o treinador para a vaga de Tite, mas foi convencido a desistir do acerto em virtude da enorme rejeição do técnico entre os torcedores. Após a queda de Cristóvão, o mandatário bancou a chegada de Oswaldo mesmo depois da promessa de manter o auxiliar Fábio Carille na função até dezembro.

Até mesmo a rotina de treinamentos do técnico está sendo questionada no clube. Oswaldo comandou nas últimas semanas atividades com até três horas de duração no CT Joaquim Grava. O tempo e a metodologia de trabalho foram considerados exagerados, sobretudo pelo grupo estar em fim de temporada. 

Roberto de Andrade, por enquanto, não se manifestou sobre o futuro do treinador, mas sempre deixou claro em entrevistas anteriores que a intenção era mantê-lo até o fim de 2017, quando acaba o contrato do técnico e o mandato dele. Pesa a favor da permanência os nomes à disposição. Roger Machado e Eduardo Baptista, cotados anteriormente no Timão, fecharam com Atlético-MG e Palmeiras, respectivamente.

O presidente também é cobrado para modificar o departamento de futebol. O gerente de futebol Alessandro Nunes poderia ser a próxima vítima de uma nova reformulação. Andrade nega a saída. Nos últimos dias, foi cogitada a volta do ex-presidente Andrés Sanchez ao cargo de superintendente de futebol, ideia que não agradou ao mandatário.

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