Contratação mais cara da história do Palmeiras, Miguel Borja tem convivido com um incômodo jejum de gols – já são quatro jogos que o atacante passa em branco e não marca. Mas, tudo é visto com naturalidade na Academia de Futebol do Verdão.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o técnico Eduardo Baptista falou sobre a adaptação do colombiano ao Brasil e fez elogios ao atacante, que fez quatro gols em 12 jogos.
– Somos muito apressados no Brasil. O sul-americano é quente. Na Europa temos muitos atletas que saem daqui em alto nível e lá demoram. O Gabriel Jesus é fora da curva, que chegou e arrebentou. O Borja é um menino jovem, de um futebol diferente. Está se adaptando, evoluiu bastante. Vejo contra o Peñarol uma evolução dele, participou dos gols – disse o treinador alviverde.
– Ele vem de uma entorse forte contra a Ponte, estamos dando chance a todos para colocar o que vive o melhor momento. É um jogador neste processo de adaptação. Eu às vezes me cobro por cobrar demais ele, mas está com a família chegando, país diferente, é um menino que vai dar a resposta. Estamos trabalhando para ele fazer o gol sem pressionar. Fez um treino agora contra os juniores e arrastou quase o time todo deles na força. Com Borja é ter paciência. É um diamante a ser lapidado – acrescentou.
Depois de folgar na última sexta-feira, o Palmeiras voltou aos trabalhos no sábado. Desde então, Eduardo Baptista tem testado variações na equipe, principalmente no sistema defensivo. Nesta segunda-feira, por exemplo, Borja trabalhava entre os reservas quando a imprensa foi liberada para entrar na Academia de Futebol.
Com Thiago Santos escolhido para entrar na vaga de Felipe Melo, o treinador ainda mantém dúvidas para definir a escalação do Palmeiras que enfrenta o Jorge Wilstermann, na próxima quarta-feira, na Bolívia. Principalmente no ataque.
– O Borja é mais fixo, o Willian como falso 9 dá mobilidade pelos lados. São características diferentes – explicou.








