Campo Grande

04/12/2018 17:00

Comércio espera movimentar R$ 94 milhões no Natal em Campo Grande

Expectativa é melhor do que no ano anterior

04/12/2018 às 17:00 | Atualizado 04/12/2018 às 19:01 Nathalia Pelzl
Wesley Ortiz

Para os religiosos, Natal é época de comemorar o renascimento de Cristo, mas, também época de comidas gostosas que só comemos nesse  período do ano e também presentear e ser presenteado por quem se ama. Por isso, aumenta a expectativa de vendas para os empresários.

Vitrines enfeitadas, roupas para todos os gostos e estilos, e as mais diversas guloseimas, tudo para atrair a atenção dos consumidores sedentos por comprar. Mas, o que o comércio de Campo Grande pode esperar para esse ano?

Segundo a economista da Fecomércio, Daniela Dias, os comerciantes podem comemorar, pois 2018 tende a ser melhor que o ano passado. O aumento ficará em torno de 10% a mais do que o ano anterior, ou seja, gastos de R$ 94 milhões para compra de presentes, R$135 milhões com comemorações de natal, e mais R$ 153 milhões no ano novo.

“As expectativas deste ano estão mais otimistas com relação ao ano passado, isso pode ser considerado devido à recuperação da economia, apesar da alta do desemprego, ela é muito menor comparada ao mesmo período do ano passado. E temos também expectativas de aumento com gasto em presente, e também o de pessoas que vão às compras”, ressalta a economista.

Em uma loja de aviamentos da Capital, o foco para o Natal começou em outubro, quando alguns ainda pensavam em Halloween. Adilson Metelo afirma que, até o mês passado, o movimento estava ‘devagar’, mas que agora até o final do ano é correria total.

Cuidados extras

Mas segure o entusiasmo. É preciso estar atento aos gastos para conseguir quitar essas contas. A economista Daniela Dias comenta sobre o uso do cartão de crédito e fala do número de famílias que não estão conseguindo quitar as dívidas.

“A maior parte pretende comprar presente em dinheiro, no entanto, cresceu em 16% o número de pessoas que fazem o uso de cartão de crédito, parece pequeno, mas quando a gente fala em taxa de inadimplência, a gente percebe que neste ano nós tivemos algumas elevações, ou seja, 17% de famílias que não estão conseguindo pagar suas contas” ressalta a economista.

Atenção às dicas: a economista ressalta que priorizar é um fator a ser considerado para quem quer entrar o ano novo com as contas em dias e ainda fazer as compras de Natal sem passar sufoco.

“Coloque tudo no papel, as prioridades, o que gostaria de gastar possibilidade de parcelamento. Pesquisar preço, evitar tumulto ao deixar para última hora. É preciso ter equilíbrio” finaliza Daniela.