Campo Grande

13/10/2019 13:46

Jamil Name e o filho vão enfrentar 'linha dura' em presídio federal de Campo Grande

Até o ligamento do chuveiro é controlado no estabelecimento

13/10/2019 às 13:46 | Atualizado 13/10/2019 às 13:46 Thiago de Souza
ASCOM/Depen/GOV

Transferidos para o Presidio Federal de Campo Grande, o empresário Jamil Name e o filho, Jamil Name Filho, podem enfrentar o Regime Disciplinar Diferenciado, o RDD. Esse tipo de medida é aplicada aos traficantes mais perigosos do país, como Fernandinho Beira Mar. 

A transferência de pai e filho, apontados como chefes de um grupo de extermínio em Campo Grande, ocorreu neste sábado (12). Eles estavam no Centro de Triagem Anísio Teixeira, no complexo prisional do Jardim Noroeste, em Campo Grande, desde o dia 27 de setembro, quando da deflagração da Operação Omertà, do Gaeco e Polícia Civil. 

Porém, serviços de inteligência da polícia e do Ministério Público identificaram ameaças de morte ao delegado titular do Garras, Fábio Peró. Este foi o motivo que mais pesou na transferência dos empresários, já denunciados à Justiça. 

Como é

No RDD, os presos só podem conversar com advogados ou visitas via interfone, separados por uma divisória de vidro, conhecida como "parlatório". A movimentação dos presos é controlada a todo momento por câmeras de segurança, em um sistema controlado pelo Ministério da Justiça, direto de Brasília. 

O banho de sol é proibido e no quarto só é permitida a cama (de concreto), mesa e um assento. Não há revistas, jornais ou televisão, somente livros são permitidos. Até o horário do ligamento da água do chuveiro é controlada. Somente no sanitário as imagens dos encarcerados são proibidas. 

Defesa

O advogado dos Name, Renê Siufi, disse ao TopMídiaNews que as prisões não têm fundamento e as investigações foram feitas na base do ‘’ouvi falar’’ e suposições. Ele já tentou a liberdade dos clientes por duas vezes e apelou ao STJ para que o pai, Jamil, fosse libertado ou cumprisse prisão domiciliar.