Polícia

03/03/2026 09:51

Igreja de pastor acusado de estupro passará a exigir certidão de antecedentes criminais (vídeo)

O 'protocolo de segurança' é baseado na Lei 14.811 de 2024 da Assembleia de Deus Missões de Campo Grande

03/03/2026 às 09:51 | Atualizado 04/03/2026 às 10:29 Brenda Souza e Thiago de Souza
O caso foi descoberto após denúncias da vítima - Reprodução/Instagram

Após casos envolvendo pastores acusados de estupro serem expostos, a igreja Assembleia de Deus Missões de Campo Grande publicou um vídeo detalhando que adotará um protocolo de segurança.

Na publicação, é possível ver o Conselho de Pastores reunido junto com o corpo jurídico da instituição. A ação foi baseada na Lei 14.811 de 2024, que dispõe sobre a implantação de protocolos de segurança e prevenção à violência de crianças e adolescentes no âmbito das entidades educacionais similares.

“Como a igreja oferta por meio da escola dominical, departamento infantil, adolescentes e atividades concernentes a este segmento, o pastor presidente Elias, junto com a diretoria, determinou a implantação de um Protocolo de Segurança para atender à nova lei”, afirmou o pastor Marciel.

Agora, os líderes e voluntários que atuam diretamente com crianças e adolescentes precisarão emitir a cada seis meses uma certidão de antecedentes criminais.

“A Assembleia de Deus - Missões tem total compromisso em preservar a integridade de nossas crianças e adolescentes e também de cumprir de forma integral a legislação vigente”, diz o texto da publicação.

Motivo da mudança

O pastor Douglas Alves Mandu, de 35 anos, foi denunciado por estupro em fevereiro por uma jovem de 21 anos. Ela afirmou para a polícia que o crime teria ocorrido em 2019, quando tinha apenas 15 anos.

Segundo o registro policial, o homem teria livre acesso à residência do parente da vítima, por ser pastor da congregação que ele frequenta.

Ela teria afirmado que, além do estupro, foi ameaçada de morte por Mandu.

O caso é investigado pelas autoridades.

Your browser does not support HTML5 video.