Pastor Douglas Alves Mandu, 35 anos, é membro do Conselho de Pastores de Campo Grande, ConsepaCG. A revelação veio à tona nesta segunda-feira (2), após o religioso ser acusado de estuprar uma adolescente de 15 anos, em Campo Grande.
Conforme redes sociais do ConsepaCG-MS, presidido pelo Apóstolo Dinho – Mandu é membro titular do Conselho de Ética da entidade, junto a outros dois sacerdotes. É ele que fiscaliza e vigia as questões éticas dos pastores afiliados e também dá parecer para expulsão do colegiado.
No site da entidade não há qualquer manifestação sobre o caso, revelado na manhã desta segunda-feira. É o conselho que organiza e realiza eventos evangélicos e grandiosos na cidade, como a Marcha para Jesus.
O Conselho de Pastores de Campo Grande tem entre seus membros [vice-presidente] o pastor Wilton Acosta. Este também preside o Conselho Estadual e já foi alvo de procedimentos internos que questionavam a lisura de seus atos e também processos nos quais foi condenado. Um deles ficou conhecido como ''Banco da Funtrab''.
Entramos em contato com a entidade, mas não houve retorno até o momento. O espaço também está aberto ao religioso alvo do boletim de ocorrência e de Wilton Acosta.

Denunciado é membro titular do Conselho de Ética (Foto: Reprodução redes sociais)
Entenda
O pastor Douglas Alves Mandu, de 35 anos, que também atuava como coordenador de um CCI (Centro de Convivência de Idosos) - exonerado hoje -, foi denunciado por estuprar uma adolescente de 15 anos em 2019. Hoje, a vítima possui 21 anos e teria criado coragem para procurar as autoridades.
No boletim de ocorrência, ela explicou que estava no período de férias escolares na casa do irmão, quando o suspeito chegou. Ao bater no imóvel, ele foi logo entrando e empurrando a menor para um dos cômodos, onde consumou o estupro de maneira violenta.
Ainda em seu relato, ela explica que, após isso, Mandu saiu e retornou momentos depois com um comprimido, obrigando-a a ingerir. A vítima acredita que tomou uma pílula do dia seguinte. A mulher, na época ainda adolescente, disse que era virgem e foi ameaçada de morte pelo pastor.
Consta no registro policial que o homem teria livre acesso à residência do parente da vítima, por ser pastor da congregação que ele frequenta.
Em um laudo médico, encaminhado para o site Nova Lima News, ficou comprovado que ela desenvolveu diversos problemas psicológicos devido ao crime, precisando de acompanhamento para tratamento dos danos emocionais.
Os fatos foram denunciados na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) em fevereiro de 2026, cerca de 7 anos depois do crime.








