27/03/2026 12:05
Referência nacional! MS é o primeiro estado a cumprir todos os quesitos de governança climática
Os dados foram publicados na segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas
A segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, divulgado na terceira semana de março, destacou Mato Grosso do Sul como o primeiro estado a cumprir todos os quesitos acordados entre os entes subnacionais para implementação da governança climática.
O Anuário contém todos os dados das atividades econômicas, os impactos que causam no meio ambiente (como emissões de GEEs), e as políticas que os estados se comprometeram e estão desenvolvendo para reverter e amenizar os efeitos das mudanças climáticas.
Mato Grosso do Sul junta-se ao grupo de oito estados com melhores índices de destinação correta dos resíduos sólidos urbanos. Em 2015 o percentual de destinação correta dos resíduos sólidos urbanos em todos os municípios do Estado era de 44%; em 2024 esse índice chegou a 85%.
Ao lado de Minas Gerais e Bahia, Mato Grosso do Sul também implantou todas as etapas de gestão do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e disponibilizou recursos humanos para operacionalizar o PRA (Programa de Regularização Ambiental).
Recentemente, o Estado elaborou e implantou a Política Estadual de Mudanças Climáticas, também implantou o Fórum Estadual de Mudanças Climáticas e realizou dois encontros para levantar, debater e propor soluções aos temas elencados, em abril e novembro de 2024.
Em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Governo de Mato Grosso, implementou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Pantanal (PPPantanal).
O perfil socioeconômico do Estado também apresenta boa classificação. Está entre os estados menos desiguais com relação à distribuição de renda do País, segundo a metodologia do Índice Gini.
Em 2023, Mato Grosso do Sul apresentou o segundo maior índice de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), estudo que soma todas as riquezas produzidas no Estado naquele ano. O índice de Mato Grosso do Sul ficou em 13,4%, pouco abaixo do Acre, que teve o melhor desempenho com 14,7%.
Com relação às emissões, houve redução significativa no volume de gases causadores do Efeito Estufa liberados na atmosfera em todo País. Foram 1,49 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2024, enquanto em 2023 esse volume chegou a 1,92 bilhões de toneladas e, no ano anterior, 2,08 bilhões de toneladas.
Só a região Sudeste não apresentou redução nas emissões. Entre as atividades com as maiores emissões está a agropecuária.