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02/04/2026 11:11

Policiais Penais Federais ameaçam parar serviço em Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande

A greve foi a provada nesta quarta-feira e reinvindica a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas

02/04/2026 às 11:11 | Atualizado 02/04/2026 às 09:40 Rebeca Ferro
A greve pode ter início a partir da próxima segunda-feira (06) - Reprodução/ SINPPF-MS

A FenaPPF (Federação Nacional de Policiais Penais Federais) aprovou por unanimidade o início do Estado de Greve em todo o país. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (1) após a Assembleia Geral Extraordinária realizadas em Mato Grosso do Sul. 

A Federação reivindica a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). A categoria afirma que a criação do fundo é essencial para garantir investimentos urgentes em estrutura,  capacitação e valorização dos servidores. 

Com a decisão, os serviços realizados na Penitenciária Federal em Campo Grande seriam diretamente afetados, uma vez que a categoria é a responsável pelo controle da unidade de segurança máxima. A unidade é destinada para a reclusão de presidiários de alta periculosidade, como é o caso do miliciano Márcio dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho. 

A FenaPPF foi retirada das discussões sobre a criação ou  não do fundo, oque gerou revolta entre ps servidores da categoria e deu mais força para aa decisão de paralisação. 

A categoria articula uma paralisação nacional, que pode ter início a partir da próxima segunda-feira (6), caso não haja respostas do Governo Federal  sobre os pedidos feitos até o momento. 

“O governo só abriu diálogo após pressão intensa, mas segue sem solução. Não aceitaremos tratamento desigual. O estado de greve é um recado claro: ou há ação imediata, ou o sistema pode parar”, afirmou Renan Fonseca, presidente do SINPPF-MS (Sindicato de Policiais Penais Federais de Mato Grosso do Sul).