Campo Grande

há 2 meses

Não se calam! Família cobra justiça por descaso na morte do menino João Guilherme (vídeo)

Grupo se manifestou no cruzamento da 14 de Julho com Afonso Pena

25/04/2026 às 11:51 | Atualizado 25/04/2026 às 11:50 Thiago de Souza e Méri Oliveira
Família vê descaso em morte de garoto - André de Abreu

Familiares do menino João Guilherme Jorge Pires, morto após idas e vindas a unidades de saúde de Campo Grande, segue na luta por Justiça. Eles apontam descaso no atendimento à criança. O ato mais recente ocorreu na manhã deste sábado (25), na 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena. 

O caso gerou bastante comoção em Campo Grande e já motivou vários protestos. Os familiares foram vestidos com camisetas e cartazes, com dizeres que ‘’não vão se calar’’. Diversas crianças também participaram da manifestação. 

A tia do menino contou que os parentes já contrataram um advogado e foi ao ato com uma camiseta com a foto do sobrinho e o dizer: ''saudade eterna''. Ela refletiu que as medidas a serem tomadas não trarão João Guilherme de volta, mas servem para evitar que outros passem pela mesma dor. 

Mãe do menino segue abatida, mas na luta por justiça (Foto: André de Abreu)

A mãe de João, Regiane Jorge, 44 anos, também estava presente e ainda muito abalada. Ela deu entrevista rápida e disse que só quer justiça pelo filho. 

A Associação das Vítimas de Erro Médico presta apoio à família e igualmente esteve no centro da cidade. Outro detalhe importante, é que a os parentes cogitam até fazer a exumação do corpo do menino para comprovar o descaso médico. 

O caso

A morte de João Guilherme é investigada após uma sequência de atendimentos em unidades de saúde de Campo Grande. A família aponta possível negligência médica.

O menino começou a apresentar problemas após uma queda, no dia 2 de abril, e passou por diferentes unidades, sendo liberado inicialmente com medicação para dor. Mesmo com a persistência e agravamento dos sintomas, incluindo dores no peito, ele continuou sendo atendido e liberado. 

A morte foi constatada na madrugada do dia 7 de abril.