Campo Grande

há 2 meses

Gestante denuncia falta de vacinação e atendimento precário em posto de saúde do Nova Lima

Mulher diz que se sente abandonada pela saúde de Campo Grande

01/06/2026 às 09:30 | Atualizado 02/06/2026 às 09:37 Sarai Brauna
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Uma moradora do Nova Lima, em Campo Grande, denunciou dificuldades para receber atendimento e tomar a vacina contra a gripe em unidades de saúde da Capital. Grávida de 34 semanas, ela afirma que há semanas tenta receber a dose da Influenza, mas encontra obstáculos nos postos.

Segundo o relato, a situação mais recente ocorreu entre as unidades do Jardim Presidente José Tavares e do Vida Nova. A gestante conta que saiu mais cedo do trabalho para conseguir se vacinar, mas, ao chegar à unidade do Vida Nova, foi informada de que a aplicação das doses já havia sido encerrada. "Cheguei por volta das 16h15 e me disseram que a vacinação tinha acabado às 16h17 porque não havia mais enfermeiro. Pediram para eu voltar no dia seguinte, mas, quando retornei, recebi outra informação e novamente não consegui tomar a vacina", relatou.

A moradora afirma que também procurou atendimento na unidade do José Tavares e foi informada de que a vacinação funciona apenas até as 15h30, apesar de o posto permanecer aberto até as 17h.

Ela critica o que considera falta de organização e escassez de profissionais, principalmente às sextas-feiras. "Você passa em qualquer posto da região depois das quatro da tarde e encontra apenas alguém na recepção. Não tem enfermeiro, não tem médico. Se uma gestante ou um idoso precisar de atendimento, fica sem assistência", desabafou.

Além da dificuldade para se vacinar, a mulher relata problemas frequentes para conseguir consultas e atendimento médico nas unidades de saúde da região. Segundo ela, moradores enfrentam filas, falta de profissionais e dificuldades para obter informações por telefone, em que ninguém atende.

"A sensação é de abandono. Quem depende do SUS acaba pagando um preço muito alto", afirmou. A denunciante informou que pretende formalizar a reclamação junto à Ouvidoria da Saúde.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para solicitar esclarecimentos sobre o funcionamento das salas de vacinação, a disponibilidade de profissionais nas unidades citadas e as reclamações apresentadas pelos moradores. Segue resposta encaminhada nesta terça-feira (2), um dia após a publicação da reportagem:

A Sesau informa que não há falta de profissionais na unidade, e que a sala de vacinação funciona normalmente, das 7h às 16h45. Sobre o caso relatado, a situação está sendo apurada pela gerência da unidade para verificar as circunstâncias do atendimento. A Sesau reforça que gestantes são público prioritário e recebem atendimento de porta aberta na rede municipal.

A pasta esclarece ainda, que todas as manifestações relacionadas ao atendimento nas unidades de saúde são analisadas e acompanhadas. A população tem à disposição os canais da Ouvidoria do SUS 0800 314 9955 / (67) 3314-9955; Portal da Ouvidoria: https://ouvidor.saude.gov.br/public/form-web/registrar.

Para ampliar o acesso à vacinação, a Sesau tem realizado campanhas aos fins de semana e feriados em diversas regiões da cidade, reafirmando seu compromisso em garantir atendimento humanizado e facilitar o acesso da população à imunização.