Saúde

11/06/2026 09:30

Jovem sofre AVC aos 27 anos e família luta contra o tempo para se adaptar: 'ficou vegetativo'

Luiz Fernando começou a passar mal de uma hora para outra, sendo socorrido pela mãe

11/06/2026 às 09:30 | Atualizado 11/06/2026 às 11:13 Brenda Souza
Arquivo Familiar

A rotina de Luiz Fernando mudou drasticamente em questão de horas. Aos 27 anos, o morador de Campo Grande, que levava uma vida independente, trabalhava e morava sozinho, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico no início deste mês e hoje se encontra em estado vegetativo.

Desde então, a mãe dele, Aparecida de Carvalho Fernandes, de 48 anos, tem enfrentado uma nova realidade: adaptar a própria casa e reorganizar toda a vida para receber o filho, que deve depender de cuidados permanentes.

Segundo Aparecida, os primeiros sinais do AVC apareceram no dia 1º de junho. Luiz Fernando saiu de casa reclamando de formigamento no lado direito do corpo e apresentava dificuldade para falar.

Preocupada, ela o levou para a UPA Santa Mônica. A mãe relata que o filho passou horas na unidade enquanto seu estado de saúde piorava.

"Ele estava falando meio torto, sentindo o lado direito formigar. Ficou lá passando mal, vomitando. Eu mesma limpei o vômito que estava no chão. Como mãe, foi muito difícil ver aquela situação", contou.

Ainda conforme o relato, Luiz Fernando foi intubado apenas no dia seguinte. Depois, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde permaneceu internado por cerca de uma semana. Nesta terça-feira (9), ele foi encaminhado para o Hospital do Trauma, onde segue internado e deve passar por uma traqueostomia.

Aparecida afirma que recebeu dos médicos a informação de que o filho poderá permanecer acamado e sem movimentos.

"Ele não morava comigo. Trabalhava, tinha a vida dele, a casa dele. Agora vou trazer ele para morar comigo porque vai precisar de cuidados o tempo todo", disse.

A mudança obrigou a família a iniciar uma corrida contra o tempo para adaptar a residência. A casa precisará passar por reformas para receber uma cama hospitalar e permitir a circulação de equipamentos e cuidadores.

Moradora de uma região com grande circulação de veículos e muita poeira, Aparecida pretende construir um cômodo específico para o filho.

"Preciso fazer uma peça grande, acessível, com janela, porta maior e tudo adequado para ele. Vou dormir junto com ele para poder cuidar", explicou.

Diante das dificuldades financeiras, amigos e familiares iniciaram uma campanha solidária para ajudar na adaptação da casa e na aquisição de equipamentos que serão necessários após a alta médica.

Até o momento, a família conseguiu a doação de dois mil tijolos, oito sacos de cimento e parte da mão de obra. Também há expectativa de conseguir uma cama hospitalar.

Ainda são necessários materiais de construção, como telhas, portas, janelas e outros itens para concluir a obra. A família também busca cadeira de rodas adaptada com apoio para cabeça e pescoço, cadeira de banho, colchão hospitalar e demais equipamentos voltados para pacientes acamados.

"Cada pessoa está ajudando um pouquinho. É uma luta diária, mas tenho fé que vamos conseguir deixar tudo pronto para receber meu filho", afirmou Aparecida.

Quem desejar contribuir com a campanha pode entrar em contato diretamente com a família através do telefone (67) 9 9214-9874 para obter informações sobre doações de materiais, equipamentos hospitalares ou ajuda financeira.